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A Pele Que o CEO Não Esqueceu romance Capítulo 96

O Dilema e a Ideia

“Eram crianças, mas traziam no peito uma coragem de gente grande: não por saberem o que fazer — mas por ousarem agir, mesmo sem saber o que viria” — Diário de D.

🎵 "In the End" – Tommee Profitt feat. Fleurie & Jung Youth

Enquanto os pais se perdiam em jogos silenciosos e olhares camuflados, os filhos se moviam com a urgência de quem não aceitava ser apenas espectador de uma história que não haviam escrito.

No velho esconderijo improvisado nos fundos da mansão, o refúgio dos quatro irmãos, Theo, Dante, Gael e Noah se reuniram longe dos olhares atentos dos adultos, o ar carregado de uma tensão que só a juventude em sua intensidade poderia criar.

Cada rosto refletia um mosaico de emoções embaralhadas — medo, determinação, dúvida — mas, acima de tudo, uma coragem que parecia maior do que eles mesmos. Mas o que mais vibrava ali era a vontade de fazer alguma coisa.

As trocas precisavam continuar acontecendo, e precisava ser perfeita. Nenhum dos pais poderia perceber.

Noah, com sua sensibilidade aguçada, foi o primeiro a quebrar o silêncio. Sua voz saiu baixa, mas firme, carregada de uma preocupação genuína:

— Vocês têm certeza de que querem continuar com as trocas? — perguntou, olhando nervoso para os irmãos.

— E se a gente acabar magoando a mamãe? Ela confia muito na gente... não sei se consigo ver ela arrasada por nossa culpa.

Gael revirou os olhos, impaciente:

— Cara, já começamos. Não dá pra voltar atrás. — A verdade não vai cair do céu se a gente ficar esperando pelos adultos decidirem o que querem fazer.

Dante, mais contido, observava Noah com atenção, seus olhos brilharam antes de responder:

— A gente só precisa fazer do jeito certo. Sem bagunça. Só... com estratégia.

— Tudo tem que ser cuidadosamente calculado.

Ele se virou para Theo, que escutava tudo em silêncio, o rosto dividido entre expectativa e inquietação:

― O que você acha irmão?

Theo fixou os olhos nos irmãos, sua presença irradiando uma força contida, parecia tranquilo, mas o olhar dizia outra coisa, era impossível ignorar a tormenta que rugia silenciosa

Respirou fundo antes de falar.

— Precisamos nos preparar para o momento em que a verdade vier à tona.

Cada palavra foi escolhida com cuidado.

— Seja o que for, não vai ser fácil... nem pra gente, nem pra eles. Mas... fugir não é opção.

Fez uma pausa, baixando o olhar por um segundo, sua expressão endurecendo, mas os olhos traindo uma vulnerabilidade que raramente deixava transparecer:

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