Entrar Via

A Pele Que o CEO Não Esqueceu romance Capítulo 90

“Às vezes, é preciso que o tempo pare, para que o coração volte a escutar.” — Epígrafe original

🎵 Trilha Sonora Sugerida: “O Leãozinho” – Caetano Veloso

♫ “Gosto muito de te ver, leãozinho...” ♫

Gael e Enzo permaneceram no escritório por horas, um tempo que parecia se estender além do habitual. Era raro que suas conversas fluíssem por tanto tempo, e aquele momento carregava uma estranha magia, como se estivesse dissolvendo as barreiras invisíveis que sempre os mantiveram distantes.

Pela primeira vez em anos, Enzo não apenas ouvia seu filho, mas realmente o escutava, com atenção genuína. De repente, uma lembrança atravessou a mente de Gael, como um raio que o fez sobressaltar.

— Pai, eu preciso ir ver o bisa! — exclamou, levantando-se de forma abrupta.

Havia algo na urgência de sua voz que fez o ar no escritório parecer mais denso.

— O bisa tá dormindo desde a hora do almoço. Eu fui lá no quarto e ele nem se mexeu... Achei estranho e agora estou preocupado. Preciso ver se ele já acordou...

O semblante de Enzo endureceu imediatamente. Seu avô, Lourenço, não era alguém que fugisse de sua rotina meticulosamente pontual. Dormir fora de seus horários habituais era algo incomum, quase alarmante.

Um silêncio pesado pairou entre os dois, carregado de pressentimentos. Algo, no fundo de seus corações, dizia que havia algo errado.

— Vamos vê-lo agora — decretou, levantando-se com determinação.

Enzo assentiu em silêncio, e os dois seguiram juntos até o quarto do patriarca. O ambiente parecia carregado, como se o ar ali dentro fosse mais denso.

Ao entrarem, a cena os atingiu como um golpe: Lourenço permanecia deitado, imóvel, o prato de comida intocado ao lado da cama. A luz suave do abajur desenhava sombras em um rosto que parecia ainda mais pálido, quase translúcido.

— Vovô? — chamou Enzo, a voz carregada de uma mistura de esperança e medo, enquanto se aproximava da cama.

— Pode me ouvir? Vovô? — O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor. Nenhuma resposta. Nenhum movimento. O coração de Enzo apertou como se uma mão invisível o comprimisse. Ele se inclinou, sacudindo levemente o ombro do avô, quase como se temesse machucá-lo.

Nada.

O vazio da inércia era insuportável. Sem hesitar, com os dedos trêmulos, pegou o celular e discou para o médico da família. Cada segundo de espera parecia uma eternidade. O doutor chegou rapidamente, trazendo consigo uma aura de urgência.

Após um exame breve, mas meticuloso, ele franziu a testa, o gesto carregado de gravidade.

O silêncio que se seguiu parecia mais pesado do que qualquer palavra que pudesse ser dita.

— Ele está mergulhado em um estado de letargia profunda. Os sinais vitais permanecem estáveis, mas não posso diagnosticar nada com precisão aqui — afirmou o médico.

— Precisamos levá-lo ao hospital imediatamente — decretou Enzo, a voz firme, mas carregada de preocupação.

Sem hesitar, ele acrescentou:

— Organizem tudo. Quero que ele receba o melhor atendimento possível.

Sua determinação era inabalável enquanto os enfermeiros entravam no quarto, começando a preparar Lourenço para o transporte. Gael, observando a cena com o coração apertado, deu um passo à frente, a voz trêmula, mas decidida:

— Pai, eu quero ir com vocês. Preciso saber o que está acontecendo — Havia um misto de medo e insistência em suas palavras, um desejo genuíno de estar ao lado de Lourenço.

Enzo suspirou profundamente, o cansaço evidente em seus olhos. Ele se abaixou ligeiramente, tentando suavizar a tensão no ar.

— Filho, não precisa se preocupar. Você pode esperar aqui, e eu prometo que vou te manter informado.

Sua voz era calma, mas carregava um peso emocional, como se tentasse protegê-lo não apenas da situação, mas também da angústia que ele mesmo sentia.

Gael cruzou os braços, o olhar carregado de determinação. Sua voz saiu firme, quase cortante:

— Eu vou, mesmo sem a sua permissão.

Enzo sentiu o impacto das palavras como um golpe inesperado. Franziu o cenho, tentando decifrar o que se passava. Algo no comportamento do filho estava diferente, inquietante.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A Pele Que o CEO Não Esqueceu