— Cof, cof. — Valentino levou o punho até o nariz e tossiu baixinho: — Não.
— Tio, você está com muita fome?
— O tio está com muita fome, você pode ajudar o tio, Beatriz? — Valentino achou que ela finalmente tinha entendido o que ele queria dizer.
— Se o tio está com fome, pode pedir comida por aplicativo, você não sabe fazer isso? — A expressão de Beatriz era inocente.
Valentino engasgou, sentindo que não tinha como rebater.
Aurora não se conteve, cobriu a boca e riu baixinho.
Valentino ouviu a risada dela e olhou; o perfil da mulher era impecável, os cílios longos tremiam levemente como asas de borboleta.
Ele olhou para Aurora distraído, seus olhos negros brilhavam, e a aura fria ao seu redor se dissipou.
Aurora virou a cabeça e viu Valentino olhando para ela em transe.
O olhar profundo parecia o de quem olha para a pessoa amada, o que a deixou enojada.
Aurora desfez o sorriso e seu olhar esfriou: — Se o Sr. Monteiro está com fome, volte logo para comer.
Valentino voltou a si, com o rosto um pouco feio.
Aurora conhecia Valentino muito bem; ele só estava se sentindo humilhado por ter sido expulso repetidas vezes ultimamente.
Valentino levantou-se com o rosto fechado e saiu do quarto de Beatriz.
Um minuto depois.
Aurora recebeu uma mensagem de Valentino.
[Venha ao meu quarto daqui a pouco.]
Aurora apertou o celular na mão, cerrou os lábios e um brilho de irritação passou pelos seus olhos.
Beatriz viu que o rosto de Aurora estava feio e perguntou com preocupação: — Mamãe, o que foi?
Aurora guardou o celular como se nada tivesse acontecido e forçou um sorriso: — A mamãe está bem, você quer deitar, Beatriz?
Beatriz assentiu obedientemente com a cabecinha.
Aurora ajudou a ajeitar a cama e acariciou o cabelo dela: — O que você quer, Beatriz? A mamãe compra para você depois do trabalho.

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