Ao sair do elevador em direção ao quarto de Valentino, deu apenas dois passos e viu a pessoa que queria encontrar.
O homem vestia um suéter preto e calças pretas; as roupas simples chamavam muita atenção nele.
O sorriso de Isabel desapareceu ao ver Aurora.
Por que Aurora estava saindo do quarto de Valentino?
O que eles estavam fazendo lá dentro?
Só de imaginar os dois em momentos íntimos, Isabel fervia de raiva.
O vento soprava pela janela, e o frio cortante penetrava nos ossos de Isabel, deixando-a sem um pingo de calor no corpo.
Ela rapidamente ajustou suas emoções e caminhou em direção ao quarto de onde Aurora e Valentino haviam saído.
Estava vazio lá dentro.
Isabel abriu a porta do quarto da suíte presidencial e seus olhos se estreitaram ao ver Beatriz na cama do hospital.
Lucinda achou que Aurora tinha esquecido algo. Ela virou a cabeça e viu que era Isabel quem havia entrado.
Ela a encarou com um olhar vigilante, protegendo Beatriz atrás de si como uma galinha protegendo seus pintinhos.
Ela lembrava muito bem que Ícaro havia machucado Beatriz; Isabel, como mãe, não só não pediu desculpas, como ainda tentou acobertar Ícaro!
A vinda dela com certeza não trazia coisa boa.
Isabel notou a atitude de Lucinda, mas não se importou.
O que importava para ela era saber por que Beatriz estava naquele quarto.
— Por que você está no quarto do Valentino?
Assim que ela falou, uma expressão de surpresa passou pelo rosto de Lucinda.
Ela conhecia o Sr. Monteiro?
— Este não é o quarto do Sr. Monteiro, o quarto dele é do outro lado, você se enganou. — Lucinda fechou a cara, ainda sem baixar a guarda.
Isabel assentiu, olhou para Beatriz e, ao sentir o olhar dela, a garotinha virou o rosto, parecendo não querer vê-la.
Isabel sabia que era por causa daquele dia em que ela pediu ajuda e foi ignorada.

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