Valentino mandou alguém vigiá-la?
Ao perceber isso, uma leve raiva surgiu no rosto de Aurora: — Sr. Monteiro, sei que o senhor tem poder e influência, mas por favor, respeite minha privacidade! Não gosto de ser vigiada!
— Você está se achando muito importante. Não vale a pena eu mandar ninguém te vigiar. — A voz de Valentino saiu fria e grave.
— É bom mesmo que o senhor não tenha feito isso!
Assim que ela falou, a porta do quarto foi aberta.
Assim que Dona Maíra entrou, viu uma figura familiar e seus passos hesitaram.
Aurora ouviu o barulho e virou a cabeça; ao encontrar os olhos turvos de Dona Maíra, seu corpo ficou tenso instantaneamente.
A pessoa para quem ela mais devia desculpas era Dona Maíra; na época de sua falsa morte, todos sabiam a verdade.
Apenas Dona Maíra não sabia; para uma idosa, isso era cruel demais.
Mas ela também tinha seus motivos.
Dona Maíra tinha cabelos grisalhos, o corpo curvado, e a mão que segurava a bengala não parava de tremer.
— Flávia? — Dona Maíra acelerou o passo e caminhou rapidamente em direção a Aurora, mas seus passos vacilaram e ela quase caiu.
Aurora apressou-se em segurar o braço dela, com o rosto cheio de ansiedade: — Cuidado, vovó.
— Flávia? É você mesmo? Não estou vendo coisas? Você está viva, você está viva.
A voz de Dona Maíra tremia: — Que bom que está viva, que bom que está viva...
Aurora abaixou os olhos e olhou para o pulso que Dona Maíra segurava com força; ela podia sentir a mão da avó tremendo sem parar.
— Vovó, o que a senhora está fazendo aqui? — A voz surpresa de Valentino soou.
Ao ouvir isso, Aurora forçou as lágrimas a recuarem e controlou a expressão.

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