— Eu vim aqui para te dizer que não vou mais te incomodar.
— Hum. — O pomo de adão de Valentino se moveu. — Eu vou te compensar de acordo com o acordo.
Ele pegou o cheque que já havia preparado e entregou a Isabel.
Isabel abaixou os olhos e seu olhar caiu sobre os dedos longos e bonitos do homem.
Ela não pegou o cheque, mas segurou os dedos bem definidos do homem, olhando para ele com os olhos marejados.
— Valentino, eu te amo, desde a primeira vez que te vi, me apaixonei perdidamente por você.
Aurora, que havia saído para jogar o lixo, ouviu a voz suave e afetuosa da mulher assim que saiu do quarto.
A voz passou pela fresta da porta aberta, e cada palavra chegou aos seus ouvidos.
Era Isabel declarando seu amor a Valentino.
Ela deu um sorriso muito leve.
Esperava que Valentino tratasse Isabel com total devoção.
Só assim, ela não precisaria cumprir suas obrigações como amante.
Ela caminhou aliviada até a lixeira no final do corredor.
Na volta, Aurora tapou os ouvidos com os dedos de propósito.
Ela não queria sujar seus ouvidos.
— Esses anos ao seu lado foram a época mais feliz da minha vida; eu vou me lembrar disso e vou viver guardando as lembranças mais felizes que tive com você.
Após dizer isso, Isabel olhou para Valentino cheia de expectativas.
Ela havia demonstrado tanta paixão, ele com certeza ficaria tocado.
Valentino retirou a mão lentamente, com a voz nem fria nem quente: — Já terminou?
Vendo que ele continuava indiferente, o rosto de Isabel congelou: — Sim, terminei.
— Se terminou, saia.
Essa conversa já estava ficando cansativa.
Valentino esfregou as têmporas doloridas e a expulsou sem piedade.

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