— Valentino, depois que você comer, vamos conversar direito, pode ser? — O tom de Isabel era de bajulação, e seus grandes olhos brilhantes encaravam Valentino fixamente.
— Já deixei tudo claro entre nós. — A voz do homem era indiferente.
— Depois que você comer e a gente conversar, eu prometo que não vou mais te incomodar.
A expressão de Isabel era séria; ao encontrar os olhos calmos do homem, seu coração acelerou um pouco.
Os dedos que seguravam os hashis se apertaram, recusando-se a desistir.
O olhar de Valentino não demonstrava emoção, mas transmitia uma enorme sensação de opressão.
Depois de um tempo.
O homem levantou a mão, pegou os hashis e começou a comer sem pressa; seus movimentos eram elegantes, agradáveis de se ver.
Isabel sentou-se no sofá não muito longe de Valentino, segurou o rosto com as mãos e olhou para ele com profunda afeição.
Aurora voltou com a comida e, ao abrir a porta, deparou-se com essa cena.
A mulher inclinava o corpo em direção ao homem, seus olhos úmidos o observavam sem piscar, cheios de amor.
O rosto duro e frio do homem tinha amolecido, e toda aquela atmosfera gelada ao redor dele tinha sumido.
O coração de Aurora não se abalou; ela recolheu a mão e voltou para o quarto de Beatriz.
— Lucinda, vamos comer. — Aurora chamou.
— Aurora, por que você comprou tanta comida? Nós duas não vamos conseguir comer tudo isso. — Lucinda olhou para os mais de dez pratos na mesa, surpresa.
— Não tem problema, você também emagreceu muito ultimamente, coma mais para se fortalecer, o que sobrar a gente joga fora. — O tom de Aurora era casual.
Lucinda: — Tudo bem.
No quarto em frente.
Valentino deu algumas mordidas casuais e abaixou os hashis: — Já comi, pode ir.
Isabel olhou para a comida quase intocada, franziu as sobrancelhas finas e fez um olhar magoado.

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