— Está bem, ficaremos aguardando boas notícias.
Percebendo que era o melhor que conseguiria, Tânia deu um sorriso oportuno, agradeceu e puxou Halina, que ainda queria causar confusão, dali.
Após a partida das duas, Adler soltou um longo suspiro e caminhou para reportar a situação ao Senhor Capelo.
Ai, ai... Aquela Senhorita Estrela e a sua prima eram, cada qual a seu modo, incrivelmente insuportáveis!
Dentro da sala privativa.
Lorena usava o celular tranquilamente, esperando a notícia de que Tânia e Halina tinham falhado, mas, inesperadamente, William ligou.
— Lorena, o pessoal da casa de leilões entrou em contato. Perguntaram quando vamos nos encontrar com o comprador.
Lorena recostou a cabeça na poltrona, apoiando uma das pernas no chão em uma postura completamente despojada e imponente.
— Não tenho tempo, vá no meu lugar. Qualquer coisa, me liga. Tenho que desligar agora.
Ao ouvir isso, William se desesperou na mesma hora.
— Não pode ser! O comprador gastou uma fortuna absurda para bater o seu recorde, com certeza é uma doença extremamente complicada. Alguém inexperiente como eu não vai dar conta do recado.
— Meus pais querem que eu entre para a faculdade, e é uma instituição em regime de internato. Eu realmente não tenho tempo. — Lorena permaneceu imperturbável, com os olhos fixos no jogo.
— Pfft!
— Lorena, você é uma gênia como nenhuma outra no mundo, no que os seus pais estavam pensando? Eles não têm medo de que você acabe destruindo a autoestima de todos os alunos de lá? — William engasgou de tanto rir ao ouvir a palavra faculdade.
— Eles ainda não sabem das minhas atividades. Vou contar mais tarde.
— Tudo bem... Já que você vai estudar, eu tento ganhar um pouco de tempo com o comprador. De qualquer forma, as regras do mercado permitem que o encontro ocorra em até três meses. — William conteve o riso com esforço.
— Serve. — Lorena concordou.
Com a Pílula Regeneradora em mãos, aquela pessoa não morreria pelos próximos meses.
Segundo andar.
Na sala privativa com a melhor vista de todo o leilão, um bule de chá fervia sobre a mesa.
As mãos bem desenhadas e firmes de Percival ergueram o bule para servir uma xícara para si mesmo.
O aroma do chá misturou-se ao vapor que se espalhava pelo ambiente, suavizando os traços do seu rosto. Seus olhos, normalmente glaciais, ganharam um ar nebuloso e enigmático, como o de uma cena cinematográfica em câmera lenta.
Ao ver Adler retornar sozinho, Percival percebeu que havia algo errado.

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