— Halina, como você pode falar assim da Lorena?
Tânia interveio com um tom repleto de falsa compaixão.
Embora adorasse ver Halina colocando Lorena em seu devido lugar, sabia que a garota havia retornado recentemente e que os pais davam muita importância a ela. Se a confusão chegasse aos ouvidos da família, Tânia também levaria a culpa.
Virando-se para Lorena, acrescentou: — Lorena, eu sei que você não gosta muito da Halina, mas ela já está bastante chateada por não ter conseguido arrematar o que queria. Você não deveria zombar dela num momento desses.
Lorena permaneceu em silêncio por um breve momento.
Apenas achava tudo aquilo extremamente irritante.
— Eu sorrio quando quero. Cuide da sua vida.
Tânia engasgou, sem conseguir formular uma resposta.
O olhar de Lorena deslizou friamente para Halina: — O cachorro estava latindo para quem? Só porque você age de forma submissa, acha que todos têm que fazer o mesmo? Abra bem esses seus olhos e veja se a sua dona dissimulada realmente valoriza a sua devoção.
Com um único golpe verbal, ela insultara ambas. Os rostos de Tânia e Halina contorceram-se em expressões igualmente terríveis.
A fúria incendiou a mente de Halina, que foi a primeira a gritar.
— Lorena, quem você pensa que é para me ofender?! Você não passa de uma miserável ignorante! A Tânia só é boa com você porque tem um coração mole. O tio Cristiano e a tia Kellen me pediram para tomar conta de você, mas a verdade é que você não vale nada para mim! Em toda a minha vida, nunca vi alguém tão descarada como você! Uma mentirosa que teve a audácia de dizer que poderia curar o câncer da minha mãe!
A voz de Lorena soou incrivelmente letárgica e desprovida de qualquer emoção.
— Eu realmente poderia curá-la. Mas, agora, perdi a vontade. Deixe que ela espere pela morte em paz.
Halina ficou boquiaberta.
Ela estava tão indignada que sentia que poderia cuspir sangue a qualquer momento!
Incapaz de suportar aquela expressão de pura estupidez, Lorena disparou: — Você acha mesmo que a Pílula da Renovação Óssea fará algum milagre pela sua mãe? A função desse remédio é tornar as pessoas saudáveis ainda mais fortes, e não trazer um moribundo de volta à vida.
Comprá-la não serviria de nada, e no fim das contas, a família ainda seria capaz de armar um escândalo no hospital, difamando o remédio e manchando a reputação de sua criação.
— Lorena, agora você passou dos limites. Mesmo que a Halina tenha dito coisas horríveis, você não tem o direito de amaldiçoar a nossa tia!
Ouvindo a declaração dura, Tânia aproveitou a oportunidade para exagerar a situação: — Este remédio é a única esperança da tia no momento. Como você pode ser tão cruel? Vai mesmo ficar de braços cruzados assistindo a nossa tia morrer?

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