— Lucas, você é um aproveitador.
Lucas abaixou a cabeça, olhando para os lábios vermelhos dela, um tom mais sombrio surgiu nos olhos e sua voz também soou abafada.
— Desde quando aproveitador é tão educado? Julia, você esqueceu como eu sou quando me aproveito?
Ele falava, enquanto deixava o olhar passar pelo peito dela.
As cenas quentes de antes invadiram a mente dela.
O rosto de Julia ficou levemente ruborizado.
— Você!
— Relaxe, eu não daria à Julia a chance de me jogar na guilhotina.
— Enquanto não me perdoar, não vou fazer nada para que você possa reclamar.
Lucas voltou para o banco do motorista.
Um homem que não costumava levar as coisas a sério e de repente estava fingindo se comportar... Era uma cena estranha.
Julia olhou pela janela.
— Você não precisava me fazer companhia aqui. Nem eu mesma tenho certeza se alguém vai sair.
— Além disso, você tem os regulamentos do seu trabalho. Não quero causar problemas.
Lucas colocou a mão no volante e deu uma risada.
— Julia, você continua a mesma.
Julia olhou para ele, um pouco confusa.
Precisava ficar tão animado?
— As provas que a Família Ribeiro tem são importantes para mim, preciso entender algumas coisas.
— Eu não fiz isso só por você.
Julia ficou em silêncio.
Os dois esperaram dentro do carro por três ou quatro horas. Lucas checou as horas no relógio.
— Já passa das dez, Julia. Vamos comer alguma coisa primeiro?
— Não posso. A Pri mencionou que tem uma babá na Família Ribeiro que trata ela bem.

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