Julia se virou para sair, e Lucas de repente agarrou a cintura dela com uma mão, abraçando-a com força por trás.
— Julia, você tem que me cutucar desse jeito?
— Estamos na Villa Valente, você não vai me dar nenhum pouco de moral mesmo?
Julia não conseguia ver a expressão de Lucas.
Algum lugar no coração dela de repente ficou com um certo aperto.
Ficar nesse impasse, machucando um ao outro com palavras todos os dias, era realmente bom?
Talvez fosse como o vovô dissera, devesse tomar uma decisão cedo, seria melhor para Lucas e para ela também.
Na verdade, Lucas também não havia feito nada de errado.
Ele apenas não havia dado a ela o amor que ela desejava.
As necessidades das pessoas são diferentes por natureza.
Arrastando isso assim, os dois ficavam mal.
Julia fechou os olhos, entre os lábios e os dentes havia muita amargura.
— Lucas, na verdade você escutou, não é?
— Faltam dois meses. Quando o tempo chegar, nós... vamos nos divorciar.
No momento em que disse essa palavra, o coração de Julia sentiu uma dor aguda, quase incapaz de respirar, mas havia também uma sensação de alívio.
Apenas dizendo é que se podia dar o primeiro passo para tomar a decisão.
Para forçar-se a não olhar para trás.
O período de abstinência do casamento é sempre doloroso, é sempre preciso passar por ele.
Lucas nem tinha aberto a boca quando sentiu gotas quentes de lágrimas caindo em seu braço.
Ele virou o corpo de Julia.
O rosto claro de Julia estava coberto de marcas de lágrimas.
As palavras que estavam na ponta da língua de Lucas foram engolidas de volta.
— Vai abandonar o marido e correr para o amor verdadeiro e ainda chora, fazendo parecer que sofreu muita injustiça.
O homem ergueu o polegar e limpou as lágrimas dela.
— Julia, a pessoa injustiçada e quem deveria chorar sou eu, ok?

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