Julia até se esqueceu de por que estava chorando agora há pouco.
Ela foi até lá e jogou todos aqueles amendoins e sementes no chão.
Lucas se encostou no lado esquerdo da mesa de centro, com as pernas longas cruzadas.
— Não diga, as babás da Villa Valente são todas boas pessoas. Sabendo que estamos em fase de restauração de relacionamento, todas começaram a apressar para termos filhos.
Julia pegou um amendoim do chão e jogou nele.
— Se quer um filho, tenha você mesmo!
— E mais, durma no sofá esta noite!
Ela falou isso e foi para o banheiro.
Lucas bloqueou o amendoim rapidamente, brincando com ele na ponta dos dedos.
Se ele pudesse ter um filho, já teria tido.
Afinal, Julia tinha o coração tão mole, e com um filho ele com certeza a amarraria a si para a vida toda.
Mas ele não podia.
Lucas foi para outro quarto. Quando ele saiu, Julia já estava deitada na cama, e a babá, atenciosa, deixou só um cobertor.
Lucas não fez cerimônia e simplesmente puxou a coberta para subir na cama.
Julia se sentou na mesma hora.
— O que você está fazendo?
— Julia, o que você acha que eu quero fazer?
Lucas riu de forma provocativa e ambígua.
Ele simplesmente esticou o braço longo e puxou Julia para seus braços.
— Julia, a noite foi cheia de confusão, não está cansada? Vamos dormir.
Julia estava inteira encostada nele e não conseguia se mexer.
Ela estava desconfortável e com raiva de vergonha.
— Me solta.
— Não solto.
— Estamos na Villa Valente, Julia. Temos que manter o papel de casal apaixonado. Onde você já viu um casal apaixonado com uma fronteira no meio?
— O que foi? O fato de eu te abraçar assim faz você queimar de desejo a ponto de não conseguir dormir?
Julia virou de raiva e, sem pensar direito, estendeu a mão para tapar a boca dele.

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