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A Escolha Certa com o CEO Errado romance Capítulo 55

Vivienne observa a porta se fechar e o ar que parecia preso escapa pelos seus lábios num suspiro pesado. Suas mãos tremem levemente ao tocarem o rosto quente, um sorriso involuntário surgindo, enquanto a intensidade dos beijos ainda pulsa em sua memória. Cada toque dele parece ter deixado uma marca invisível em sua pele, reativando as lembranças daquela noite compartilhada. Mesmo com o álcool tendo nublado parte de suas recordações, a intensidade dos toques dele permanece vívida, fazendo seu corpo vibrar com um desejo que ela tenta, sem sucesso, ignorar.

— Como posso estar tão atraída por ele? — Questiona-se, a incredulidade evidente em sua voz. Há pouco mais de um mês, suspirava pelo Noah como uma adolescente apaixonada, mas agora o simples pensamento do toque dele lhe causa repulsa, talvez pela traição, pela maneira cruel como brincou com seus sentimentos. Enquanto Dominic parece conhecer cada ponto sensível de seu corpo, cada reação, como se tivesse um mapa particular de seus desejos mais íntimos. — Preciso urgentemente ocupar minha mente antes que enlouqueça. — Afirma para si mesma, pegando o celular e discando para Joana. — Por favor, me salva de uma crise existencial antes que eu cometa uma loucura? — Dispara, assim que a ligação é atendida, sua voz denunciando seu estado perturbado.

— O que aconteceu dessa vez? — Joana pergunta, sua curiosidade já aguçada pelo tom da amiga.

— História longa e complexa demais para o telefone. — Responde, suspirando pesadamente. — Irei para sua casa. — Declara, necessitando desesperadamente de ar puro para controlar seus pensamentos cada vez mais impróprios. — Até daqui a pouco. — Conclui, encerrando a ligação e começando a se arrumar, tentando ignorar o espelho que reflete seu rosto corado e lábios ainda inchados dos beijos.

Enquanto isso, Dominic, ao deixar o prédio, sente os efeitos do estresse o dominando. O sangue ferve em suas veias, enquanto luta contra o impulso quase incontrolável de matar o irmão pelo que fez. Senta-se no primeiro degrau da escada, cada músculo de seu corpo protestando pelo descontrole. Sua respiração está irregular, um contraste gritante com as sensações prazerosas que experimentou momentos antes com Vivienne, que ainda pulsam em seu corpo como um lembrete tentador.

— Droga! — Resmunga, entre dentes, tentando recuperar o controle, enquanto observa seu carro mal estacionado, resultado de sua fúria anterior. — Ah, Noah, por que insiste em ser um filho da puta? — Questiona-se, com uma risada amarga pela ironia da expressão, já que compartilham a mesma mãe. O som da porta do prédio se abrindo ecoa no silêncio, mas ele permanece imóvel, perdido em seus pensamentos conflituosos.

— É proibido pedir esmola aqui, sabia? — A voz provocante de Vivienne o faz virar-se, seu corpo reagindo instantaneamente à presença dela. Ela se senta ao seu lado com um sorriso malicioso que faz seu autocontrole vacilar novamente. — Por que continua aqui, senhor controlador supremo? — Pergunta, seus olhos encontrando os dele com uma intensidade que faz o ar entre eles ficar mais quente.

— Estava te esperando. — Responde, a mentira fluindo naturalmente de seus lábios. — Para onde a levo, senhorita Bettendorf? — Pergunta, levantando-se com sua habitual postura impecável, mas seus olhos evidenciam o desejo ainda não saciado que circula entre eles como eletricidade.

— Que mudança extraordinária! — Exclama, levantando-se com um sorriso provocante. — De executivo implacável a motorista particular. Devo me sentir lisonjeada, senhor Muller? — Pergunta, sua voz carregando um tom deliberadamente sedutor.

— É seu dia de sorte, senhorita Bettendorf. — Responde, com um sorriso predatório, abrindo a porta do carro para ela. — Sou um homem de múltiplos talentos, posso ser exatamente o que você desejar. — Afirma, enquanto a observa engolir em seco com a provocação. Ele fecha a porta e assume seu lugar ao volante, seu corpo relaxando visivelmente na presença dela. — Para onde a senhorita deseja que eu a leve?

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