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A Escolha Certa com o CEO Errado romance Capítulo 50

O beijo dele é intenso, carregado de uma urgência possessiva que a envolve, e Vivienne, sem resistir, se entrega com a mesma intensidade. Mas, subitamente, uma inquietação em seu íntimo a faz recuar, afastando-se com o peito arfando, em busca de fôlego e clareza enquanto tenta retomar o controle da situação.

— Acho melhor não seguirmos com isso. — Vivienne murmura, as palavras saindo incertas, enquanto uma tensão desconfortável começa a se formar, refletindo o conflito interno que seus sentimentos contraditórios despertam.

— Não resista. — A voz dele soa sedutora e baixa, quase um comando, enquanto a empurra com firmeza, em direção ao sofá. Seus olhos brilham com um desejo insaciável. — Sei que você também quer isso. — Declara, a voz profunda e provocadora, ocasionando uma reação involuntária em Vivienne, enquanto ele se inclina sobre ela, o calor de seu corpo aumentando a intensidade do momento.

— Para com isso. — Murmura, seu coração batendo tão forte que parece querer escapar do peito, suas mãos trêmulas tentando desesperadamente criar uma barreira entre eles. — Para agora mesmo. — Exige, sua voz embargada, o toque dele, que deveria ser eletricamente excitante, agora a deixa inquieta, e a pressão que ela sente não é mais do desejo, mas do desconforto crescente que começa a sufocá-la.

— Você é deliciosa. — Sussurra, suas palavras causando arrepios, enquanto ignora completamente seus protestos. — Melhor do que imaginei. — Declara, suas mãos deixando marcas de pressão em sua pele.

— Por favor, eu não quero fazer isso. — Insiste, a voz trêmula, tentando se apegar ao último fio de controle que ainda lhe resta.

— Vai ser prazeroso, prometo. — Sussurra, as mãos deslizando lentamente pelas coxas dela, um gemido excitado escapando de seus lábios, enquanto a observa com intensidade. Ele toma seus lábios novamente, aprofundando o beijo com urgência, percebendo a hesitação dela, a tensão que oscila entre resistir ou se render completamente àquele momento.

— Mandei parar! — Vocifera Vivienne, o pânico dando lugar a um instinto selvagem de sobrevivência. Suas unhas deslizam pelo pescoço dele com força, finalmente conseguindo espaço suficiente para se levantar e criar distância, seu corpo tremendo violentamente, a respiração entrecortada.

— O que foi? — Pergunta, dando um passo ameaçador em sua direção. — Pensei que você também qu…

— Não se aproxime! — Ordena, sua voz quebrando, enquanto agarra o primeiro objeto que encontra como proteção desesperada. — Você pensou completamente errado. — Afirma, suas pernas estão instáveis que mal conseguem mantê-la em pé, o medo fazendo sua visão embaralhar. — Saia imediatamente da minha casa. — Manda, sua voz carregada de tensão, observando-o assumir aquela postura de indiferença que agora a aterroriza. Seus olhos seguem os movimentos dele, as mãos deslizando calmamente pelos bolsos, como se nada estivesse acontecendo, como se ele estivesse em total controle, alheio à intensidade do momento que os envolve.

— Senhorita Bettendorf. — Começa, sua voz controlada, enquanto a examina com uma frieza que a faz sentir-se exposta e vulnerável. — Me desculpe. — Pede, com um sorriso que faz seu sangue gelar nas veias, dirigindo-se à porta. Antes de sair, volta-se para ela uma última vez. — Mas analise seu comportamento. Você me deu todos os sinais de que desejava isso também. — Conclui, fechando a porta com força, deixando Vivienne sozinha com seu terror e náusea crescentes.

Vivienne arremessa o objeto contra a porta com força, o pavor inicial transformando-se em uma fúria visceral. Cambaleando até o sofá, desaba sobre ele, seu corpo inteiro tremendo incontrolavelmente, enquanto lágrimas começam a escorrer por seu rosto, sua respiração entrecortada por soluços de raiva e trauma.

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