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A Escolha Certa com o CEO Errado romance Capítulo 118

Vivienne desliza o garfo pela comida, sem pressa, os olhos presos ao prato, como se pudesse decifrar nele respostas que nunca vieram. A mente a trai, puxando-a de volta aos últimos dias na fazenda dos pais. As lembranças chegam afiadas, uma a uma, e cada detalhe ressurge com o peso de um golpe lento. Revive o momento em que tudo ruiu, erros que não eram seus, mas que, inevitavelmente, caíram sobre ela.

— Vivi? — Joana chama, a voz baixa e gentil, mas carregada de preocupação. Ela inclina-se para frente, tentando alcançar os olhos da amiga, que permanecem perdidos em outro lugar. — Você está bem?

— Não. — Vivienne responde, e sua voz mal passa de um murmúrio, mas carrega uma dor devastadora, enquanto encara a amiga. — É impossível ficar bem com isso. — Declara, e seus olhos se perdem novamente, como se buscassem algo inalcançável. As palavras escorrem, quase inaudíveis, mas pesadas demais para serem ignoradas. — Quando ele disse que eu estava morta, por um instante, quis acreditar que era só uma força de expressão. Algo dito no calor do momento, sem pensar. — Continua, a voz embargando, como se cada palavra a ferisse mais fundo. — Mas não era. A morte, a morte, era real.

— Por que você acha que eles fizeram isso? — Pergunta, com cautela, a voz hesitante, quase temerosa, como se cada palavra pudesse empurrá-la ainda mais fundo no abismo de sua dor.

— Não sei! — Exclama, e a frase soa como um lamento, carregada de uma tristeza que sufoca. — A resposta é sempre a mesma, você envergonhou a nossa família. — Acrescenta, e a sentença pesa como uma pedra sobre seu peito. Ela fecha os olhos com força, como se quisesse apagar a realidade que a esmaga. Mas as lágrimas já começam a arder, e sua voz falha quando tenta continuar. — Como eu poderia aceitar a vida que eles decidiram por mim? — A pergunta é quase um grito mudo, a respiração irregular, enquanto os ombros tremem sob o esforço de se manter firme. — Ainda mais com alguém que me destruiu, pedaço por pedaço.

As lágrimas finalmente se soltam, deslizando em rastros úmidos por suas bochechas. Ela não tenta detê-las. Não pode. Não há forças para isso. Permite que corram em silêncio, cada gota, uma confissão de tudo que foi arrancado dela.

Joana não diz nada. Levanta-se com delicadeza, contornando a mesa, enquanto seus próprios olhos se enchem de dor pela amiga. Envolve Vivienne em um abraço apertado, como se quisesse segurá-la inteira, desesperada para protegê-la da tempestade que a estava despedaçando, mesmo sabendo que, por dentro, ela já estava em pedaços.

— Quando você pretende fazer isso? — Pergunta, enquanto acaricia o cabelo dela com uma ternura que mal disfarça a preocupação.

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