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A Babá "Feia" e o CEO romance Capítulo 24

Depois de finalmente me livrar da Karina, fiquei parado no meio da sala, segurando aquelas folhas cor de rosa ridículas.

Que merda.

Passei a mão pelo rosto, tentando processar o desastre que eu tinha acabado de causar. As palavras da Isabela ainda ecoavam na minha cabeça: "Eu não estou à venda."

Claro que ela não está, seu imbecil.

A porta se abriu e Márcio entrou, as mãos nos bolsos, um sorriso sacana no rosto. Ele olhou pra mim, depois pros papéis na minha mão, e soltou um assobio baixo.

— Pela sua cara, a conversa foi péssima.

Joguei os papéis na mesa com raiva.

— Mais do que péssima. A Bela se ofendeu. Disse que não tá à venda.

Márcio balançou a cabeça, vindo até mim e colocando a mão no meu ombro num gesto que deveria ser reconfortante, mas só me irritou mais.

— Eu te falei que você tava matando o romance.

Dei um tapa na mão dele, me afastando.

— E a sua irmã só piorou tudo. – Cerrei os dentes. — Entrou aqui e começou a ofender a Bela na minha frente.

Márcio deu de ombros, como se fosse a coisa mais normal do mundo.

— Qual o problema de vocês? — explodi, virando pra ele. — Não conseguem ficar um segundo sem ofender as pessoas?

Ele me olhou por alguns segundos, depois foi até a impressora e pegou uma folha sulfite em branco. Colocou na cabeça como se fosse o véu de uma freira, fechou os olhos e juntou as mãos em oração.

— Meu nome é Vinícius e eu sou uma doce camponesa. — A voz saiu aguda, debochada. Ele abriu um olho, me encarando. — Corta essa, irmão. Você pensa exatamente igual a mim, só não tem coragem de admitir.

Senti o sangue ferver.

Queria socar a cara dele.

Queria gritar que ele estava errado, que eu não era como ele.

Mas talvez eu fosse tão babaca quanto ele, com uma camada fina de falsa civilidade por cima.

— Sai daqui. — A voz saiu baixa, controlada. — Quero ficar sozinho.

Márcio tirou o papel da cabeça, amassou e jogou na lixeira. Caminhou até a porta, mas antes de sair, parou e se virou pra mim.

— Muda a estratégia. — O tom era sério pela primeira vez desde que ele tinha entrado. — Seja mais gentil.

E saiu, fechando a porta atrás de si antes que eu pudesse responder.

Fiquei ali, parado no meio da sala, olhando pras folhas cor de rosa espalhadas na mesa. Cada cláusula do contrato parecia me acusar. Não haverá contato físico. Não compartilhar cama. Não declarar sentimentos.

Que tipo de pessoa escreve um contrato assim?

Me joguei na cadeira, o couro rangendo sob o meu peso. Peguei uma das folhas e li de novo, cada palavra me fazendo sentir menor.

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