Hannah Brooks.
E então, eu me delicio com o espetáculo.
Eu aprecio a visão sem qualquer pressa enquanto ele, mantendo os olhos cravados nos meus em um desafio silencioso, leva as mãos ao cós da calça. Lentamente, Cael retira a peça de alfaiataria cara, deixando-a de lado, e logo em seguida faz o mesmo com a cueca box.
Cada movimento dele é deliberado, sem um pingo de timidez ou hesitação. Ele sabe o poder que tem.
Em segundos, ele fica totalmente nu à minha frente, imponente, magnífico e completamente exposto à brisa fresca da noite que nos envolve. O contraste da pele quente dele com o vapor que sobe da piscina ao fundo cria uma moldura quase irreal.
Mantenho minhas pernas cruzadas na espreguiçadeira, sustentando a postura de quem tem o mundo - ou pelo menos o dono dele - exatamente onde queria. Ergo a mão direita com uma lentidão calculada, fazendo um sinal sutil com os dedos para que ele se aproxime.
É um comando silencioso, quase insolente, e eu me delicio ao ver o grande Cael Sterling obedecer como um predador domesticado, diminuindo a distância entre nós a passos medidos, sem desviar aqueles olhos azuis felinos dos meus.
Quando ele para finalmente a poucos centímetros de mim, sou obrigada a engolir em seco, embora me esforce para não demonstrar o abalo. Céus, ele é um monumento. Totalmente nu sob a iluminação dourada de Manhattan, o corpo dele parece esculpido em mármore: o peito largo que sobe e desce com uma respiração pesada, os ombros imponentes, o abdômen definido e tenso.
Meus olhos deslizam sem pressa por toda aquela extensão de pele quente até pararem, inevitavelmente, no centro da minha perdição. O membro dele está assustadoramente rígido, uma coluna de carne escura e pulsante que aponta na minha direção, latejando com uma urgência que ele tentou esconder a noite toda.
A visão da veia saltada ao longo do comprimento me faz sentir um estalo de eletricidade direto no meu próprio ventre.
Um sorriso malicioso desenha meus lábios. Eu quebro a distância.
Levo minha mão direita até ele, fechando os dedos ao redor daquela rigidez impressionante.
No segundo em que minha palma quente envolve a pele esticada do seu pau, Cael solta um arfar pesado, um som agudo e necessitado que ecoa contra o vento do terraço. Eu aperto, aplicando uma pressão firme e possessiva na base, e sinto o membro dele dar um salto em resposta, despejando uma gota de pre-gozo que lubrifica meus dedos.
- Porra, Hannah... - ele xinga, uma sequência de palavras quase inaudíveis e rosnadas entre dentes, os nós de suas mãos se fechando ao lado do corpo enquanto ele luta para não avançar em mim.
Eu sorrio, alimentada por aquela fragilidade deliciosa do homem mais poderoso que já conheci. De maneira lenta, torturante e precisa, começo a movê-lo. Minha mão sobe até a glande, apertando a pele sensível da cabeça, e desce puxando tudo até a base, ordenhando-o sem pressa.
Cael j**a a cabeça um pouco para trás, os olhos se fechando por meio segundo enquanto um gemido rouco e arrastado escapa de sua garganta, seguido por mais um palavrão sujo.
- Isso... continua, garota - ele sussurra, a voz completamente estraçalhada pelo prazer. - Porra garota.... não para... não ouse parar...
Eu aumento o ritmo por apenas alguns segundos, ouvindo o som úmido da minha mão subindo e descendo pelo comprimento dele, assistindo ao peito dele arfar de forma descontrolada. Ele está totalmente entregue.
A mandíbula dele está trêmula, a pele quente exalando aquele cheiro inebriante de sexo e possessividade. Eu sinto o músculo sob a minha palma se contrair de forma violenta, o sinal claro de que ele está prestes a desmoronar na minha mão.
E, no exato momento em que ele endurece ainda mais para o clímax, eu paro.
Congelo minha mão na base dele, cortando o estímulo de uma vez só. Um riso soprado e cínico escapa dos meus lábios ao ver o choque passar pelas feições dele. Cael abre os olhos abruptamente, o azul brilhando em uma mistura de agonia, frustração e puro tesão.
Ele está desarmado, desmontado na minha frente, respirando como um homem que acabou de correr uma maratona.
Mantenho o aperto firme, impedindo que ele se mova, e inclino meu corpo um pouco para a frente, diminuindo a distância entre nossas bocas.
- Você está proibido de gozar, chefinho - minha voz ecoa rouca, mas com uma firmeza cortante, uma ordem absoluta que faz as pupilas dele se dilatarem até sumirem. - Eu realmente quero ver o quanto você aguenta...
Sustento o olhar de fúria e submissão dele por um segundo eterno e, antes que ele possa protestar, volto a mover minha mão. Mas agora, eu mudo o jogo: começo a masturbá-lo com uma lentidão quase cruel, subindo e descendo com uma pressão torturante, deixando-o deliberadamente na beira do precipício, apenas para lembrá-lo de quem está ditando as regras no topo do mundo esta noite.
Cael tranca os dentes com tanta força que o músculo da sua mandíbula salta, rígido como uma rocha. Em um reflexo puramente bicho, ele tenta dar um passo à frente, os quadris ameaçando avançar contra a minha palma para forçar o ritmo que eu acabei de roubar dele.
As mãos dele sobem, os dedos abertos e trêmulo pairando no ar, loucos para me agarrar e me prensar contra o design caro daquele móvel.
- Não mude de posição sem a minha autorização, chefinho.- aviso, estreitando os olhos.
Fecho meus dedos ao redor do pau dele com ainda mais força, aplicando um aperto firme e estático que o faz paralisar no lugar. Um rosnado baixo, quase um ganido de dor e frustração, rasga a garganta dele.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A babá do Magnata de Gelo