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A babá do Magnata de Gelo romance Capítulo 53

Hannah Brooks.

Abro os armários, pego o pão, vou até a geladeira e retiro o resto dos ingredientes.

Bendita seja Mia. Se não fosse por ela, eu ainda estaria sobrevivendo à base de salada com queijo, como numa dieta imposta por um ditador fitness.

Organizo tudo na bancada, já me amaldiçoando mentalmente porque sei que vou precisar me aproximar dele para pegar um prato.

E eu vou.

Sem cerimônia, sem hesitar — ou fingindo muito bem que não hesito.

Paro ao lado dele por um segundo.

É o suficiente.

Pela visão periférica, vejo o corpo dele reagir. Os músculos tensionam, como se minha proximidade fosse... notada demais.

Fecho o armário rápido e me afasto, voltando para o meu espaço como se tivesse encostado em algo proibido.

Começo a montar os sanduíches, focando nos movimentos repetitivos, quase mecânicos, tentando ignorar o ar pesado que se instala entre nós.

Até que a voz dele corta o silêncio.

— Não precisa agir como se fosse uma intrusa nessa casa, garota. — firme, autoritária... mas menos dura do que eu esperava. — Você é a babá do meu filho. Tem o direito de estar aqui.

Eu paro.

Por alguns segundos, fico completamente imóvel, procurando uma resposta que não piore tudo.

— Agradeço, senhor Sterling. — respondo no automático, formal demais, distante demais.

E sinto.

Sinto o olhar dele pesar sobre mim.

Mas não levanto a cabeça. Não cedo.

Meus olhos continuam presos ao prato, enquanto minhas mãos repetem os movimentos como se isso fosse suficiente para me manter no controle.

— Senhorita Brooks... olhe para mim. — a voz dele vem de novo, agora mais baixa, mais tensa.

Meu corpo inteiro reage, mas eu não obedeço.

— Hannah Brooks.

Meu nome sai dos lábios dele de um jeito que não deveria me afetar.

Firme.

Decidido.

E perigosamente... melódico.

— Olhe para mim, garota. — a voz dele desce de tom, grave demais para soar como um simples pedido.

— Estou ocupada, senhor Sterling. — respondo, tentando sustentar firmeza enquanto termino de montar um dos sanduíches, focando mais no movimento das mãos do que em qualquer outra coisa.

Mas, claro, isso não é suficiente.

Num segundo estou no meu canto, fingindo controle, e no outro sou puxada — prensada contra a bancada, de frente para ele. Seus braços se fecham ao meu redor, sólidos, inegociáveis, como se não existisse espaço para fuga.

— Quando eu disser que deve olhar para mim, senhorita Brooks... então você deve...

— O que você quer, Cael? — corto, direta, cansada demais para suportar mais um discurso dele.

Minha voz sai mais baixa do que eu gostaria, carregada de exaustão. Eu não dormi. Estou com fome. Meu corpo inteiro pede descanso, silêncio... qualquer coisa que não seja isso.

— Eu também não sei, garota, eu só... — ele para no meio da frase.

Os olhos azuis, frios e intensos, me encaram como se estivessem procurando algo que nem ele entende.

As mãos dele descem até minha cintura. Firmes. Quentes. Uma delas desliza pela lateral do meu corpo, encontrando o caminho sob o tecido da minha blusa.

— Isso não vai—

Ele me interrompe.

O dedo indicador pressiona levemente meus lábios, pedindo silêncio — exigindo, na verdade.

— Eu não vou fazer... eu não... — a voz dele falha por um segundo, mais rouca, mais baixa — eu prometo. Não vou avançar o sinal. Nada vai se repetir. Eu só... — ele respira fundo — só preciso de alguns segundos, senhorita Brooks.

Alguns segundos.

Como se isso fosse pouco.

A mão dele sob a minha blusa se move devagar, desenhando caminhos inexistentes na minha pele. O toque é preciso, quente... perigoso demais para alguém que diz que não vai ultrapassar limites.

Eu não sei o que dizer.

Não sei como parar.

E, pior, não sei se quero parar.

Antes que qualquer resposta se forme, ele me ergue com facilidade. Um pequeno som de surpresa escapa de mim quando sou colocada sentada na bancada, o mundo girando rápido demais ao redor.

Quando percebo, Cael já está entre minhas pernas.

Perto.

Perto demais.

Nossos corpos colados de um jeito que torna impossível fingir indiferença. O rosto dele se enterra na curva do meu pescoço, e ele inspira fundo, como se meu cheiro fosse algo necessário. Vital.

— Tem noção do que fez comigo ontem à noite, garota? — murmura contra minha pele, a voz abafada, carregada de algo que arde.

Seus lábios roçam minha pele, deslizando devagar, encontrando marcas ainda sensíveis.

Eu respiro fundo, o ar falhando no meio do caminho quando o toque dele se intensifica, mais firme... mais próximo de algo que ele jurou não fazer.

— Tudo isso... — ele continua, quase num sussurro — pra depois fugir de mim como se nada tivesse acontecido.

A mão em minha cintura aperta, controlada, mas suficiente para me puxar ainda mais contra ele.

Como se já não estivéssemos perto o bastante.

Como se distância ainda fosse uma opção.

Os lábios dele continuam o caminho lento pela minha pele, arrancando de mim reações que eu não queria entregar — suspiros baixos, quase inexistentes... quase.

🥀 Capitulo 53🥀 1

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