Hannah Brooks
Ele pressiona a mão contra o centro da minha vulva. O atrito dos dedos dele sobre o tecido áspero da renda me faz arfar de um prazer agudo e imediato. Cael move a mão para frente e para trás, criando uma fricção rítmica que me deixa ainda mais fora de eixo. Eu me permito gemer, sem qualquer escrúpulo ou pudor; gemo de desejo puro enquanto ele continua com aquele movimento hipnótico e torturante.
— Onde está toda a sua audácia agora, senhorita Brooks? — A pergunta vem carregada de uma rouquidão perigosa.
Seus dedos se fixam no meu clitóris, pressionando o tecido da renda contra a carne sensível em movimentos circulares. Reviro os olhos, minha cabeça pendendo para trás contra a porta, sentindo o prazer tomar conta de cada fibra do meu ser.
É o tipo de situação que nunca deveria estar acontecendo, mas meu corpo já desistiu de lutar contra isso há muito tempo. Tento fechar as pernas, buscando apertar a mão dele, buscando mais daquele contato enquanto a tensão se acumula no meu ventre, mas ele não permite.
Sua perna se encaixa ainda mais fundo entre as minhas, mantendo-me aberta e vulnerável enquanto ele continua a me torturar.
— Maldita garota — ele sussurra, seus lábios encontrando a minha nuca novamente em beijos quentes, quase desesperados. — Se entregar dessa forma ao meu toque enquanto diz que não quer...
— Eu só não queria... alimentar o seu ego — respondo, a voz saindo mais rouca e quebrada do que eu planejei.
Levo minha mão até o contorno do seu pênis, sentindo a rigidez por cima da calça social. Ele está pulsando.
— Você também não é um bom mentiroso, chefinho... — provoco, apertando o contorno da sua ereção. — Me deseja tanto quanto eu.
O aperto da minha mão o faz soltar um gemido baixo contra o meu pescoço. Sinto os quadris dele se moverem contra a minha mão, um movimento instintivo, quase animalesco, e isso me faz rir internamente. Eu o tenho nas mãos, literalmente.
— Vamos jogar outro jogo, chefinho — digo, a voz carregada de uma excitação sombria, enquanto deslizo meus dedos pelo contorno dele até alcançar o zíper da calça. — Quem gozar primeiro, perde.
— Não comece um jogo que você não tem fôlego para aguentar, garota — ele rebate, o tom de voz tornando-se uma ameaça real.
No segundo seguinte, os movimentos dele sobre o meu clitóris aumentam de velocidade e pressão, certeiros, cruéis. Solto um grito de prazer que ecoa pelo hall silencioso, enquanto meu corpo se arqueia, buscando o ápice que ele agora me oferece como um desafio.
O silêncio do hall não é mais vazio; ele está denso, saturado com o cheiro de whisky, de perfume caro e daquela umidade pesada que só o desejo proibido consegue exalar.
Eu sinto o momento exato em que a mão de Cael, grande e impiedosa, descarta a barreira da minha calcinha.
Não há sutileza.
Ele simplesmente enfia os dedos por baixo da renda, afastando o tecido para o lado com uma urgência que me faz estremecer até a medula.
E então, o choque.
Quando a pele dele finalmente encontra a minha intimidade nua, o mundo lá fora se desintegra. Não é um toque de filme; é quente, úmido e agressivamente real. O contraste da temperatura dos dedos dele contra o calor febril do meu corpo me faz soltar um gemido que rasga o silencio, o som ecoa pelas paredes da casa como uma confissão.
Eu tento revidar, tento encontrar uma faísca daquela Hannah que adora provoca-lo com palavras, mas minha boca está seca, e minha mente é um borrão de sensações elétricas.
Estou totalmente entregue a ele.

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