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A babá do Magnata de Gelo romance Capítulo 18

Hannah Brooks.

Eu já estou vendo.

Já consigo imaginar perfeitamente o senhor Lincon assistindo a tudo isso pelas câmeras de segurança da lanchonete com aquela cara de quem claramente não lembra de ter contratado nenhum show ao vivo para o turno da tarde.

- Ryan... - eu começo outra vez, passando a mão pelo rosto. - Se você não levantar daí eu juro que-

Eu nem termino a frase.Eu mal tenho tempo de respirar.Mal tenho tempo de piscar.Em um segundo eu estou prestes a ameaçar meu noivo de morte.

No outro...Ryan está no chão.

Caído.

Com as duas mãos pressionadas contra suas partes íntimas enquanto solta um gemido estrangulado de dor.

Porque alguém acabou de acertá-lo bem ali embaixo.

Com um chute.

E quando meus olhos descem para identificar o agressor...

Eu preciso de alguns segundos para realmente processar o que estou vendo.

Porque entre mim e Ryan agora está parado um pequeno ser humano de cabelos dourados, grandes olhos azuis e bochechas rechonchudas.

Minúsculo.

Os braços cruzados com uma determinação quase cômica enquanto ele faz um biquinho indignado que, sinceramente, é uma das coisas mais absurdamente fofas que eu já vi na vida.

Como se ele estivesse ali.

Plantado entre nós dois.

Pronto para defender minha honra.

- Você... - o pequeno anjinho aponta um dedo acusador para Ryan, os olhos azuis estreitos de indignação. - Você deixou minha Nana triste... -Ele faz uma pausa dramática, como se estivesse reunindo toda a autoridade possível em seu corpinho minúsculo. - Ninguém deixa Nana triste.

Se antes algumas pessoas estavam olhando...Agora não existem mais algumas pessoas olhando.

Agora a lanchonete inteira parou. Funcionários, cliente, até mesmo nosso mascote parou para observar o show.

Todo mundo.

Todos absolutamente imóveis assistindo o espetáculo gratuito que, aparentemente, é a minha vida.

- Eu protejo Nana... - continua o pequeno cavaleiro de olhos azuis, virando-se para mim com um olhar cheio de expectativa.

Como se estivesse esperando aprovação. Como se tivesse acabado de realizar uma missão extremamente importante.

Eu respiro fundo, segurando o riso que ameaça escapar.

Porque, sinceramente...

Como alguém consegue ficar bravo com uma criatura tão pequena tentando resolver problemas de gente grande?

Eu me ajoelho diante dele para ficar mais ou menos na mesma altura e o observo por um momento.

- Eu agradeço por me proteger, anjinho... - digo calmamente, levando uma das mãos até seus cabelos e bagunçando de leve os cachinhos dourados.

Ele imediatamente infla as bochechas.

- O Theo protege a Nana.

O jeito que ele diz isso, tão sério, tão convicto, quase me faz apertar aquelas bochechas como se fossem feitas de massinha.

- E a Nana está muito feliz por ser protegida por alguém tão forte... - eu continuo, sorrindo enquanto acaricio sua bochecha macia. - Mas o Theo não pode chutar pessoas que não conhece... isso é errado, amor.

Ele franze a testa.

Claramente confuso.

- Mas o papai disse que eu posso.

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