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A babá do Magnata de Gelo romance Capítulo 11

Hannah Brooks

Abro meus olhos devagar, ou pelo menos tento. A claridade que invade minhas retinas é tão agressiva que parece que alguém decidiu projetar o sol diretamente no meu rosto. Fecho as pálpebras com força, sentindo uma pulsação dolorosa atrás dos globos oculares que dita o ritmo do meu desespero.

Antes mesmo de recuperar a visão, o olfato me dá o veredito. O cheiro estéril de antisséptico misturado ao odor metálico de desinfetante hospitalar invade minhas narinas, atingindo meu estômago com a força de um soco.

Ele revira em uma volta magnífica de 360°, ameaçando devolver qualquer resquício de dignidade que me sobrou.

Eu não preciso de um diagnóstico para saber onde estou. O silêncio artificial e o frio excessivo gritam a mesma coisa: hospital.

E, droga, eu odeio hospitais.

Não é apenas uma birra comum; é um daqueles traumas de infância enterrados em sete chaves. Nada que uma terapia pesada não resolvesse, mas também nada que eu fosse estúpida o suficiente para admitir em voz alta para qualquer ser humano.

Tento mover o pescoço, apenas um centímetro para o lado, e uma dor lancinante e elétrica atravessa minha coluna.

O grito escapa antes que eu possa raciocinar. É alto, agudo e ecoa pelas paredes brancas, me deixando com uma ponta de vergonha, mas que escolha eu tenho? Sinto como se tivesse sido moída por um moedor de carne industrial e depois remontada com cola barata.

Que merda aconteceu para eu vir parar aqui?

Forço minha mente a trabalhar. Busco memórias, fragmentos de imagens, qualquer coisa que explique o desastre.

Mas a única coisa que consigo é uma enxaqueca tão brutal que parece descer como uma avalanche por todo o meu corpo. Engulo em seco, mas minha garganta parece revestida por uma lixa grossa. Minha boca está tão seca que eu juraria ter engolido metade da areia do Saara enquanto estava inconsciente.

— Céus... o que diabos está acontecendo? — murmuro, ou tento murmurar.

Tento me mexer novamente, movida pelo puro instinto de fuga, e a agonia volta a me atingir em ondas. Mordo os lábios com força para sufocar o próximo grito, mas não consigo impedir que as lágrimas quentes comecem a rolar, traçando caminhos salgados pelo meu rosto.

— Será possível que você não consegue ficar quieta por um minuto? — Uma voz masculina corta o silêncio do quarto.

O tom é carregado de irritação, temperado com aquela dose de sarcasmo que faz meu sangue — o pouco que sobrou — ferver.

— Pare de se contorcer, garota. Quanto mais você se mexer, pior vai ser a dor. É física básica, tente acompanhar.

Meu corpo congela instantaneamente. O reconhecimento é como um choque elétrico. Eu conheço esse tom. Conheço essa arrogância.

🥀 Capitulo 11🥀 1

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