Entrar Via

7 anos de casamento, um ultimato: “Filho ou divórcio!” romance Capítulo 194

POV Dante

O silêncio da casa era um manto aconchegante sobre nossos ombros. Depois que Olívia e Caio foram embora, levando consigo a energia vibrante da celebração, um novo tipo de energia começou a surgir entre Isa e eu. Mais densa, mais dolente, mais nossa.

A luz da varanda estava apagada, e a madrugada se anunciava num céu cor de azeviche, salpicado de estrelas pálidas. O mar respirava lá embaixo, um suspiro constante e rouco que era a trilha sonora de toda a nossa história.

Eu estava encostado na sacada, sentindo a brisa fresca nos braços, quando Isadora se aproximou. Ela não disse nada. Simplesmente veio, deslizando como uma sombra familiar, e se encostou em mim, suas costas contra meu peito. Seu cheiro, lavanda e algo inerentemente dela, invadiu meus sentidos, mais intoxicante que qualquer vinho.

Minhas mãos encontraram a cintura dela por instinto, meus dedos se pressionando contra o tecido macio do vestido. Senti o ar sair dos pulmões dela num hálito quente que acariciou meu antebraço.

—Está perfeito, — ela sussurrou, a voz um pouco rouca, observando o mesmo mar que eu.

— O quê? — perguntei, meu queixo roçando seus cabelos.

— Tudo.

Virei-a devagar dentro de meus braços. Na penumbra, seus olhos eram dois lagos profundos, refletindo as luzes distantes da cidade. Não havia mais necessidade de palavras. A paz do lugar, a alegria da noite, o amor que transbordava, tudo se transformou em um único, urgente, desejo.

Inclinei-me e capturei seus lábios.

Não foi um beijo de paixão descontrolada, como tantos outros que tivemos. Foi uma afirmação. Lento, profundo, meticuloso. O gosto do vinho tinto ainda estava nela, agridoce, e eu bebi dele como um homem sedento. Minha língua explorou a boca dela, encontrando a sua em uma dança familiar e, no entanto, sempre nova.

Uma de minhas mãos subiu de sua cintura, pelas suas costas, até se enterrar em seus cabelos, puxando suavemente sua cabeça para trás para ter melhor acesso. A outra mão permaneceu na curva de suas costas, pressionando-a contra mim, e eu pude sentir, através das roupas, a resposta ardente do seu corpo.

Ela gemeu baixo, um som que se perdeu no barulho do mar, e seus braços se enlaçaram atrás do meu pescoço, seus dedos se travando em meus cabelos. A entrega dela era total, e isso era o maior dos afrodisíacos.

— Quero você —, murmurei contra seus lábios, minha voz irreconhecível, carregada de um desejo que fazia meus joelhos tremem.

— Estou aqui — ela respondeu, ofegante.

Meus lábios deixaram os dela e traçaram um caminho de fogo pela sua linha do maxilar, descendo pelo pescoço longo. Senti o pulso acelerado dela batendo contra minha boca. Meus dentes morderam suavemente o ponto onde o ombro dela encontra o pescoço, e ela arqueou-se contra mim, um gemido mais alto escapando-se.

Foi então que meus olhos pousaram no balanço de vime, largo como um pequeno sofá, no canto mais escuro da varanda.

Sem quebrar o contato, guiei-a para lá. Ela entendeu, seus passos vacilantes se movendo com os meus. Quando as pernas dela bateram na borda do balanço, eu a empurrei suavemente para sentar.

Ajoelhei-me diante dela, no piso frio da varanda. Segurei seu tornozelo, tirando primeiro um salto, depois o outro. Meus dedos subiram por sua panturrilha, sentindo a pele macia, até o joelho, que se abriu para mim num convite silencioso. Coloquei um beijo na face interna de seu joelho, e senti um tremor percorrer todo o seu corpo.

Minhas mãos encontraram a bainha do vestido e começaram a subir, revelando centímetro por centímetro de sua pele. Suas coxas, seus quadris, a curva suave de sua barriga. Quando o vestido estava acumulado na sua cintura, eu a puxei para a borda do balanço. A visão dela ali, parcialmente despida, ofegante, os olhos escuros de desejo na penumbra, quase me fez perder o controle.

O balanço acompanhava nosso ritmo acelerado, suas correntes rangendo em protesto suave. A brisa fria da madrugada na minha pele suada era um contraste delicioso com o inferno que habitava onde nossos corpos se uniam.

— Mais forte —ela gemeu, seus dedos agora se agarrando aos meus cabelos. — Por favor, Dante.

Obedeci. Meus quadris se tornaram pistões, entregando-me a um ritmo primitivo e desesperado. Cada estocada mais profunda, cada embate de nossos corpos, era um prego a mais no caixão de todos os nossos fantasmas. Não havia espaço para o passado ali, apenas para o presente visceral, tátil, do nosso amor.

Senti os músculos da barriga dela contraírem, seus gemidos se tornarem mais agudos, mais descontrolados. Ela estava perto. E saber disso, ver o êxtase se formando em seus traços, foi o que me levou à beira.

— Vem comigo, —grunhi, minha voz um rosnado contra seu pescoço. "Isadora."

Foi o uso do nome dela que a fez quebrar. Seu corpo arqueou violentamente, um longo e tremendo gemido saindo de seus lábios enquanto a onda do orgasmo a atingia. Eu a senti pulsando e se contraindo em torno de mim, e foi a sensação mais gloriosa e gostosa que já experimentei.

Segurei-a ainda mais forte, enterrando meu rosto em seu pescoço, e me deixei ir, meu próprio orgasmo sendo arrancado de mim com uma força que me deixou tonto, vertendo minha essência dentro dela com um gemido rouco e prolongado.

Por um tempo interminável, ficamos assim. Entrelaçados, ofegantes, nossos corpos unidos e cobertos por uma fina camada de suito, o balanço balançando suavemente, nos acalmando. A brisa do mar agora nos refrescava, secando nosso suor.

Quando finalmente me afastei o suficiente para olhar seu rosto, vi paz. Uma paz profunda, radiante, que superava em muito a serenidade do início da noite. Era a paz de uma batalha finalmente, e completamente, vencida.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: 7 anos de casamento, um ultimato: “Filho ou divórcio!”