Entrar Via

Zoé Santos:A Fênix de Cidade R romance Capítulo 27

Pedro Soares saiu da farmácia, bebeu três copos d’água antes de sentir que voltava à vida.

Em seguida, tirou o jaleco branco manchado de vários tipos de extratos naturais e o jogou de lado.

— Aquela mocinha deve chegar daqui a pouco — Pedro Soares vestiu sua roupa limpa e nova.

Henrique Farias desviou o olhar, caminhando com suas longas pernas para fora do balcão, e falou com indiferença:

— Ela já foi embora.

Pedro Soares parou no meio do movimento de vestir a camisa:

— …

Com uma das mangas pendurada, foi pegar sua maquininha de cartão, mas não viu nenhuma notificação de pagamento. De repente, gritou, alarmado:

— Cadê meu dinheiro?!

Era o suor do seu trabalho, todo o seu esforço, meu Deus!!!

Henrique Farias jogou-lhe um cartão bancário.

Pedro Soares pegou, passou imediatamente 560 mil reais e só então suspirou aliviado.

Ainda assim, não se conformava.

Ele tinha planejado guardar as informações do cartão da mocinha para investigar quem ela era!

Afinal, conseguiu invadir o sistema de câmeras do Bairro Oculto!

De repente, Pedro Soares olhou para o cartão na mão. Só então, se deu conta e virou-se, semicerrando os olhos:

— Henrique, por que você pagou para a mocinha?

O Sr. Henrique, que nunca deixava nada passar, hoje estava agindo estranho?

Zoé Santos e Asafe saíram do Bairro Oculto sob os olhares assustados do trio parado na esquina.

— Zoé, você sabe quem era aquele que te deu o remédio?

Asafe, que nem se importaria se uma arma estivesse apontada para ele, sentiu a garganta apertar só de lembrar do homem.

Zoé Santos abriu a porta do carro, entrou e, sem dar muita importância, respondeu com três palavras:

— Henrique Farias.

Tão famoso, como ela poderia não saber?

Asafe sentou-se ao volante, pensativo:

— E por que Henrique Farias estaria naquela lojinha simples?

No instante seguinte:

— Ele te tocou na mão? — Asafe fixou o olhar na entrada do Bairro Oculto, os olhos afiados como lâminas.

Zoé Santos parou por um segundo ao colocar o cinto, mas logo o encaixou com naturalidade, a voz baixa e fria:

— Ele só devolveu meu cartão.

— Como?

— A senhorita está na sala de dança — respondeu Joana.

Talita Santos tinha uma agenda cheia todos os dias.

Após responder, Joana hesitou um instante antes de voltar a falar:

— A Srta. Zoé ainda não voltou.

Tão tarde, e ainda não tinha retornado.

Patrícia Lacerda franziu as sobrancelhas, demonstrando claramente sua aversão, e resmungou, tentando se controlar:

— Mais cedo ou mais tarde, essa família Santos vai passar vergonha por causa dela. Quero ver como o velho vai resolver tudo.

Vinda de um lugar tão afastado para a cidade grande, com aquele rosto atraente, ainda queria se exibir — quem sabe o que ela seria capaz de fazer!

Thiago Santos não respondeu, apenas instruiu Joana:

— Quando der a hora, lembre-se de avisar a senhorita para descansar. Ela às vezes perde a noção do tempo na dança.

— Sim, senhor.

Thiago Santos virou-se:

— Mãe, vou para meu quarto. O pessoal de Cidade Capital está esperando para a videoconferência.

Patrícia Lacerda apenas acenou, sentando-se no sofá.

Vestida com um conjunto executivo sob medida, acomodou-se elegantemente, cruzando as pernas, enquanto massageava as têmporas para aliviar o cansaço.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Zoé Santos:A Fênix de Cidade R