Pedro Soares saiu da farmácia, bebeu três copos d’água antes de sentir que voltava à vida.
Em seguida, tirou o jaleco branco manchado de vários tipos de extratos naturais e o jogou de lado.
— Aquela mocinha deve chegar daqui a pouco — Pedro Soares vestiu sua roupa limpa e nova.
Henrique Farias desviou o olhar, caminhando com suas longas pernas para fora do balcão, e falou com indiferença:
— Ela já foi embora.
Pedro Soares parou no meio do movimento de vestir a camisa:
— …
Com uma das mangas pendurada, foi pegar sua maquininha de cartão, mas não viu nenhuma notificação de pagamento. De repente, gritou, alarmado:
— Cadê meu dinheiro?!
Era o suor do seu trabalho, todo o seu esforço, meu Deus!!!
Henrique Farias jogou-lhe um cartão bancário.
Pedro Soares pegou, passou imediatamente 560 mil reais e só então suspirou aliviado.
Ainda assim, não se conformava.
Ele tinha planejado guardar as informações do cartão da mocinha para investigar quem ela era!
Afinal, conseguiu invadir o sistema de câmeras do Bairro Oculto!
De repente, Pedro Soares olhou para o cartão na mão. Só então, se deu conta e virou-se, semicerrando os olhos:
— Henrique, por que você pagou para a mocinha?
O Sr. Henrique, que nunca deixava nada passar, hoje estava agindo estranho?
…
Zoé Santos e Asafe saíram do Bairro Oculto sob os olhares assustados do trio parado na esquina.
— Zoé, você sabe quem era aquele que te deu o remédio?
Asafe, que nem se importaria se uma arma estivesse apontada para ele, sentiu a garganta apertar só de lembrar do homem.
Zoé Santos abriu a porta do carro, entrou e, sem dar muita importância, respondeu com três palavras:
— Henrique Farias.
Tão famoso, como ela poderia não saber?
Asafe sentou-se ao volante, pensativo:
— E por que Henrique Farias estaria naquela lojinha simples?
No instante seguinte:
— Ele te tocou na mão? — Asafe fixou o olhar na entrada do Bairro Oculto, os olhos afiados como lâminas.
Zoé Santos parou por um segundo ao colocar o cinto, mas logo o encaixou com naturalidade, a voz baixa e fria:
— Ele só devolveu meu cartão.
— Como?
— A senhorita está na sala de dança — respondeu Joana.
Talita Santos tinha uma agenda cheia todos os dias.
Após responder, Joana hesitou um instante antes de voltar a falar:
— A Srta. Zoé ainda não voltou.
Tão tarde, e ainda não tinha retornado.
Patrícia Lacerda franziu as sobrancelhas, demonstrando claramente sua aversão, e resmungou, tentando se controlar:
— Mais cedo ou mais tarde, essa família Santos vai passar vergonha por causa dela. Quero ver como o velho vai resolver tudo.
Vinda de um lugar tão afastado para a cidade grande, com aquele rosto atraente, ainda queria se exibir — quem sabe o que ela seria capaz de fazer!
Thiago Santos não respondeu, apenas instruiu Joana:
— Quando der a hora, lembre-se de avisar a senhorita para descansar. Ela às vezes perde a noção do tempo na dança.
— Sim, senhor.
Thiago Santos virou-se:
— Mãe, vou para meu quarto. O pessoal de Cidade Capital está esperando para a videoconferência.
Patrícia Lacerda apenas acenou, sentando-se no sofá.
Vestida com um conjunto executivo sob medida, acomodou-se elegantemente, cruzando as pernas, enquanto massageava as têmporas para aliviar o cansaço.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Zoé Santos:A Fênix de Cidade R
Tenham mais respeito com os leitores...
Quando o autor vai atualizar os cap?em outro app já tá no 319...