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Zoé Santos:A Fênix de Cidade R romance Capítulo 15

Zoé Santos retornou à mansão da família Santos e foi direto para o banheiro.

Tomou um banho, os longos dedos segurando a toalha enquanto secava os fios úmidos do cabelo.

Sentou-se à beira da cama, uma perna longa e fina dobrada sobre o colchão.

Sua postura era relaxada, exalando aquela despretensão livre e um toque selvagem.

O celular vibrou suavemente; ela o alcançou, os dedos ainda úmidos pela névoa fria do banho pressionando a tela.

Uma mensagem de Asafe, enviada dez minutos antes:

【O cara da segurança do Bairro Oculto hackeou pra você. Não precisa agradecer [cool].】

Zoé Santos levantou-se e foi até a mesa, puxou a cadeira, sentou-se de pernas cruzadas e ligou o computador.

Seus dedos dançaram agilmente pelo teclado.

Entrou no sistema de monitoramento do Bairro Oculto.

O vídeo que Asafe jurava ter eliminado, reapareceu ali, sem cerimônia, rodando por alguns segundos só para lhe mostrar quem mandava.

O vídeo havia sido restaurado.

Assim como ela, Asafe tinha habilidades variadas.

A diferença era que, tirando o design de armamentos, todo o resto ele fazia só pela metade.

Dessa vez, não só não conseguiu invadir, como ainda alarmou o responsável.

Zoé Santos semicerrava os olhos, as pernas esticadas com descuido.

Os dedos longos e elegantes percorriam o teclado com fluidez e rapidez.

...

Bairro Oculto.

O sistema de monitoramento apresentava claros sinais de invasão, e um trecho do vídeo havia sumido.

Daniel Farias restaurou o vídeo com facilidade e, de olhos semicerrados, avaliou a situação.

Que amador ousava pagar de expert desse jeito?

Enquanto copiava o backup do vídeo, começou a rastrear o invasor.

A transferência de dados estava pela metade quando, de repente, foi interrompida.

Daniel Farias franziu o cenho e voltou ao teclado.

Mas o computador não respondia a nada.

Após alguns segundos, tudo se normalizou.

Daniel Farias imediatamente tentou acessar todos os vídeos sobre aquela garota de preto, mas... já haviam sumido!

Virou-se de supetão:

— Senhor!

Henrique Farias estava recostado de maneira relaxada sobre a mesa, de perfil.

Ele, é claro, havia notado o que acontecera.

Conhecia bem as habilidades técnicas de Daniel Farias.

Seus olhos negros e profundos se estreitaram.

A garota era ousada.

No meio da fumaça, o sorriso em seu rosto parecia carregado de uma ironia perigosa, envolta em penumbra.

Nada, porém, disfarçava sua atitude ousada e insolente.

...

Só perto do amanhecer Zoé Santos terminou suas tarefas. Levantou-se, as pernas compridas chutando a cadeira com preguiça, fechou o laptop.

Massageou as têmporas, caminhou até a cama, mas parou por um instante.

Voltou à mesa, escreveu um recado em um post-it e saiu para colá-lo na porta:

【Dormindo. Não incomode.】

Bruno, ao vir chamá-la para o café da manhã, deparou-se com aqueles quatro rabiscos, meio bagunçados, mas de traço firme, e hesitou se deveria bater à porta.

Patrícia Lacerda desceu as escadas e viu a cena, cruzou os braços e resmungou:

— Zero disciplina! Se fosse a Talita, a essa hora já teria praticado piano por uma hora.

Cinco ou seis da manhã era considerado o horário perfeito para praticar piano.

O cérebro, descansado após uma noite de sono, se encontrava num estado renovado, livre de fadiga.

As memórias fixadas nesse horário eram mais profundas e nítidas, ideal para treinar peças novas e complexas.

Talita Santos, de costume, já estaria há tempos no piano.

Bruno também achava a postura de Zoé Santos problemática, então relatou tudo ao patriarca.

Na sala de jantar, Sr. José ouviu e respondeu, com uma voz indulgente e despreocupada:

— Mudou de ambiente de repente, talvez Zoé ainda esteja se adaptando. Não faz mal dormir um pouco mais.

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