Zoé Santos retornou à mansão da família Santos e foi direto para o banheiro.
Tomou um banho, os longos dedos segurando a toalha enquanto secava os fios úmidos do cabelo.
Sentou-se à beira da cama, uma perna longa e fina dobrada sobre o colchão.
Sua postura era relaxada, exalando aquela despretensão livre e um toque selvagem.
O celular vibrou suavemente; ela o alcançou, os dedos ainda úmidos pela névoa fria do banho pressionando a tela.
Uma mensagem de Asafe, enviada dez minutos antes:
【O cara da segurança do Bairro Oculto hackeou pra você. Não precisa agradecer [cool].】
Zoé Santos levantou-se e foi até a mesa, puxou a cadeira, sentou-se de pernas cruzadas e ligou o computador.
Seus dedos dançaram agilmente pelo teclado.
Entrou no sistema de monitoramento do Bairro Oculto.
O vídeo que Asafe jurava ter eliminado, reapareceu ali, sem cerimônia, rodando por alguns segundos só para lhe mostrar quem mandava.
O vídeo havia sido restaurado.
Assim como ela, Asafe tinha habilidades variadas.
A diferença era que, tirando o design de armamentos, todo o resto ele fazia só pela metade.
Dessa vez, não só não conseguiu invadir, como ainda alarmou o responsável.
Zoé Santos semicerrava os olhos, as pernas esticadas com descuido.
Os dedos longos e elegantes percorriam o teclado com fluidez e rapidez.
...
Bairro Oculto.
O sistema de monitoramento apresentava claros sinais de invasão, e um trecho do vídeo havia sumido.
Daniel Farias restaurou o vídeo com facilidade e, de olhos semicerrados, avaliou a situação.
Que amador ousava pagar de expert desse jeito?
Enquanto copiava o backup do vídeo, começou a rastrear o invasor.
A transferência de dados estava pela metade quando, de repente, foi interrompida.
Daniel Farias franziu o cenho e voltou ao teclado.
Mas o computador não respondia a nada.
Após alguns segundos, tudo se normalizou.
Daniel Farias imediatamente tentou acessar todos os vídeos sobre aquela garota de preto, mas... já haviam sumido!
Virou-se de supetão:
— Senhor!
Henrique Farias estava recostado de maneira relaxada sobre a mesa, de perfil.
Ele, é claro, havia notado o que acontecera.
Conhecia bem as habilidades técnicas de Daniel Farias.
Seus olhos negros e profundos se estreitaram.
A garota era ousada.
No meio da fumaça, o sorriso em seu rosto parecia carregado de uma ironia perigosa, envolta em penumbra.
Nada, porém, disfarçava sua atitude ousada e insolente.
...
Só perto do amanhecer Zoé Santos terminou suas tarefas. Levantou-se, as pernas compridas chutando a cadeira com preguiça, fechou o laptop.
Massageou as têmporas, caminhou até a cama, mas parou por um instante.
Voltou à mesa, escreveu um recado em um post-it e saiu para colá-lo na porta:
【Dormindo. Não incomode.】
Bruno, ao vir chamá-la para o café da manhã, deparou-se com aqueles quatro rabiscos, meio bagunçados, mas de traço firme, e hesitou se deveria bater à porta.
Patrícia Lacerda desceu as escadas e viu a cena, cruzou os braços e resmungou:
— Zero disciplina! Se fosse a Talita, a essa hora já teria praticado piano por uma hora.
Cinco ou seis da manhã era considerado o horário perfeito para praticar piano.
O cérebro, descansado após uma noite de sono, se encontrava num estado renovado, livre de fadiga.
As memórias fixadas nesse horário eram mais profundas e nítidas, ideal para treinar peças novas e complexas.
Talita Santos, de costume, já estaria há tempos no piano.
Bruno também achava a postura de Zoé Santos problemática, então relatou tudo ao patriarca.
Na sala de jantar, Sr. José ouviu e respondeu, com uma voz indulgente e despreocupada:
— Mudou de ambiente de repente, talvez Zoé ainda esteja se adaptando. Não faz mal dormir um pouco mais.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Zoé Santos:A Fênix de Cidade R
Tenham mais respeito com os leitores...
Quando o autor vai atualizar os cap?em outro app já tá no 319...