De repente, Zoé Santos pegou a cadeira ao lado e a desceu com toda força sobre a cabeça do homem de cabelo ruivo!
Um estrondo ecoou pela rua!
O ruivo caiu pesadamente no chão, o sangue espirrando por todos os lados.
A cadeira de madeira não suportou o impacto, quebrou-se em pedaços, com fragmentos voando pelo chão.
Por alguns segundos, reinou um silêncio absoluto ao redor.
— Droga! — O mais magro do grupo foi o primeiro a se recompor, atirou o cigarro ao chão com raiva e avançou para cima dela, o olhar feroz.
Mas, no instante seguinte—
Toda a rua estremeceu com outro estrondo.
O magrelo foi lançado vários metros, com um chute brutal de Zoé Santos, batendo com tudo contra a parede antes de despencar no chão.
Cuspiu sangue na mesma hora.
Sentiu que todos os ossos estavam prestes a se partir, de tanta dor que nem conseguia emitir um som, as veias saltando no pescoço.
Em poucos segundos, perdeu a consciência e desmaiou ali mesmo.
O terceiro, ao ver aquilo, empalideceu instantaneamente, virou-se para fugir.
Mal deu o primeiro passo, sentiu uma força inacreditável agarrando seus cabelos, puxando-o de volta sem a menor compaixão, e o chutou com tanta força que ele caiu de joelhos no chão.
— Aaaaaah! —
Os joelhos bateram no asfalto com um estalo seco, o som de ossos se partindo misturado a um grito lancinante.
Todos ao redor ficaram boquiabertos.
Era quase impossível acreditar: uma garota magra e de aparência frágil tinha acabado de massacrar três homens adultos, deixando-os ensanguentados no chão.
Eles não tiveram a menor chance de reagir!
O ruivo, voltando a si aos poucos, viu a cena, o rosto coberto de sangue e suor tremendo de pavor, tentou se levantar.
Mas seu rosto foi esmagado contra o chão pelo pé de Zoé Santos.
Tum! A cabeça bateu com força no asfalto.
O crânio dele ficou preso sob o tênis de Zoé Santos, pressionado com tanta força que parecia prestes a se despedaçar.
Naquele momento, o ruivo sentiu o ar faltar e o terror da morte o invadir.
A sola do tênis forçou seu rosto a virar para Zoé Santos.
Mas, ainda assim, que técnica era aquela? Ele não conseguia entender de onde vinha aquela força.
A garota era arrogante do começo ao fim.
Viu quando ela ajeitou com calma o relógio preto no pulso antes de sair, a postura fria e imponente de suas costas deixando Pedro Soares com uma expressão nunca antes vista — e até um pouco aliviado.
De fato, os fortes não precisam de palavras; o respeito vem naturalmente.
Se ele tivesse tentado se exibir agora há pouco, provavelmente seria ele quem estaria sangrando na farmácia!
— Droga! É por isso que dizem que quem trabalha à noite acaba topando com o próprio diabo! Vou preparar o remédio pra chefe agora! — Pedro Soares saiu apressado para preparar as ervas.
A culpa era desse Bairro Oculto só abrir à noite!
Energia pesada demais!
Henrique Farias observava de longe a figura alta e magra da garota, com os olhos profundos e atentos.
Aquela aura assassina avassaladora se retraiu, restando apenas uma frieza quase inatingível.
Dois segundos depois, um sorriso enigmático surgiu nos lábios de Henrique Farias.
Lembrava muito um jovem lobo-prateado, saído das arenas vermelhas de sangue.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Zoé Santos:A Fênix de Cidade R
Tenham mais respeito com os leitores...
Quando o autor vai atualizar os cap?em outro app já tá no 319...