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Zoé Santos:A Fênix de Cidade R romance Capítulo 14

De repente, Zoé Santos pegou a cadeira ao lado e a desceu com toda força sobre a cabeça do homem de cabelo ruivo!

Um estrondo ecoou pela rua!

O ruivo caiu pesadamente no chão, o sangue espirrando por todos os lados.

A cadeira de madeira não suportou o impacto, quebrou-se em pedaços, com fragmentos voando pelo chão.

Por alguns segundos, reinou um silêncio absoluto ao redor.

— Droga! — O mais magro do grupo foi o primeiro a se recompor, atirou o cigarro ao chão com raiva e avançou para cima dela, o olhar feroz.

Mas, no instante seguinte—

Toda a rua estremeceu com outro estrondo.

O magrelo foi lançado vários metros, com um chute brutal de Zoé Santos, batendo com tudo contra a parede antes de despencar no chão.

Cuspiu sangue na mesma hora.

Sentiu que todos os ossos estavam prestes a se partir, de tanta dor que nem conseguia emitir um som, as veias saltando no pescoço.

Em poucos segundos, perdeu a consciência e desmaiou ali mesmo.

O terceiro, ao ver aquilo, empalideceu instantaneamente, virou-se para fugir.

Mal deu o primeiro passo, sentiu uma força inacreditável agarrando seus cabelos, puxando-o de volta sem a menor compaixão, e o chutou com tanta força que ele caiu de joelhos no chão.

— Aaaaaah! —

Os joelhos bateram no asfalto com um estalo seco, o som de ossos se partindo misturado a um grito lancinante.

Todos ao redor ficaram boquiabertos.

Era quase impossível acreditar: uma garota magra e de aparência frágil tinha acabado de massacrar três homens adultos, deixando-os ensanguentados no chão.

Eles não tiveram a menor chance de reagir!

O ruivo, voltando a si aos poucos, viu a cena, o rosto coberto de sangue e suor tremendo de pavor, tentou se levantar.

Mas seu rosto foi esmagado contra o chão pelo pé de Zoé Santos.

Tum! A cabeça bateu com força no asfalto.

O crânio dele ficou preso sob o tênis de Zoé Santos, pressionado com tanta força que parecia prestes a se despedaçar.

Naquele momento, o ruivo sentiu o ar faltar e o terror da morte o invadir.

A sola do tênis forçou seu rosto a virar para Zoé Santos.

Mas, ainda assim, que técnica era aquela? Ele não conseguia entender de onde vinha aquela força.

A garota era arrogante do começo ao fim.

Viu quando ela ajeitou com calma o relógio preto no pulso antes de sair, a postura fria e imponente de suas costas deixando Pedro Soares com uma expressão nunca antes vista — e até um pouco aliviado.

De fato, os fortes não precisam de palavras; o respeito vem naturalmente.

Se ele tivesse tentado se exibir agora há pouco, provavelmente seria ele quem estaria sangrando na farmácia!

— Droga! É por isso que dizem que quem trabalha à noite acaba topando com o próprio diabo! Vou preparar o remédio pra chefe agora! — Pedro Soares saiu apressado para preparar as ervas.

A culpa era desse Bairro Oculto só abrir à noite!

Energia pesada demais!

Henrique Farias observava de longe a figura alta e magra da garota, com os olhos profundos e atentos.

Aquela aura assassina avassaladora se retraiu, restando apenas uma frieza quase inatingível.

Dois segundos depois, um sorriso enigmático surgiu nos lábios de Henrique Farias.

Lembrava muito um jovem lobo-prateado, saído das arenas vermelhas de sangue.

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