Com essa indulgência, a manhã passou rapidamente.
Embora Anselmo não se contivesse, ele foi atencioso o suficiente para não deixar marcas de beijos em seu peito ou acima dele.
Perto da hora do almoço, Anselmo recebeu uma ligação de sua madrasta, Gabriela.
— Anselmo, eu te liguei duas vezes agora há pouco. Por que não atendeu? Ainda está ocupado?
Estando perto, Cynthia também ouviu a voz de Gabriela no telefone.
Ela não pôde deixar de corar. Ela e Anselmo estavam de fato "ocupados".
O celular na beirada da cama não parava de vibrar, mas Anselmo não deu atenção, com a mão grande segurando sua cintura, os olhos turvos de desejo.
Ao ouvir a pergunta de Gabriela, Anselmo ergueu os olhos e olhou para Cynthia com um meio sorriso, respondendo distraidamente com um "uhum".
Gabriela então perguntou:
— Você e Cynthia vêm almoçar na casa principal?
Cynthia ouviu e, na verdade, não queria ir.
Anselmo a prendeu na cama a manhã inteira. Naquele momento, ela não queria ir a lugar nenhum, apenas ficar em casa, relaxar e descansar um pouco. À tarde, ela ainda precisava se arrumar.
À noite seria a festa de aniversário da avó, celebrada em um hotel cinco estrelas. Parentes das famílias Machado e Alves, bem como a elite de Porto do Sopro Solar, estariam presentes. Em uma ocasião tão formal, ela não poderia ir vestida de qualquer maneira.
— Não vamos. — Anselmo, como se ouvisse os pensamentos de Cynthia, recusou sem nem mesmo perguntar a ela.
Depois de desligar, Cynthia sorriu com os lábios comprimidos.
— Como você sabia que eu não queria ir?
O homem sorriu de canto.
— Eu sou bastante confiante sobre mim mesmo.
— ... — Cynthia entendeu na hora.
Como Cynthia não queria sair, Anselmo ligou para um restaurante e pediu que entregassem a comida.
Quando o entregador chegou ao portão da mansão e ligou, Anselmo foi pessoalmente buscar.
Minutos depois, Anselmo voltou.

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