Cynthia fechou os olhos e adormeceu em pouco tempo.
Em seu sonho, ela reviveu o que fizera com Anselmo na varanda.
Só que, no sonho, ela não se conteve mais, nem se preocupou se alguém a veria, como se soubesse que estava sonhando.
Seus movimentos e sons eram ousados.
Apesar de ser um sonho, a sensação da cena era incrivelmente real, e todo o seu corpo esquentou.
Quando abriu os olhos novamente, o que viu foi o rosto impecável de Anselmo.
A luz no quarto era clara; já era a manhã seguinte.
Anselmo estava encostado na cabeceira da cama, olhando para ela com um sorriso nos olhos profundos.
— Por que você está me olhando assim?
Os lábios de Anselmo se curvaram num sorriso.
— Você estava falando enquanto dormia.
— O quê?
Lembrando das imagens de seu sonho, Cynthia corou. Será que ela disse algo vergonhoso?
Anselmo riu baixinho, olhando fixamente para o rosto dela, de excelente humor.
— O que você sonhou?
— ... — Cynthia mordeu o lábio, sem dizer nada.
Não era o tipo de sonho que se contava.
— Mesmo que você não diga, eu posso adivinhar. — Anselmo sorriu, querendo provocá-la. — Você estava chamando meu nome enquanto dormia, e também disse para ir mais devagar.
— Você ouviu errado! — A sonolência de Cynthia desapareceu instantaneamente. Seus olhos sonolentos se arregalaram e seu rosto ficou vermelho até as orelhas. — Como eu poderia dizer algo tão vergonhoso!
— O que há de vergonhoso em pedir para ir mais devagar, hum? — Anselmo estava de ótimo humor. Ele se inclinou, tocando a ponta do nariz dela com o seu.
A proximidade entre os dois tornou a atmosfera subitamente íntima.
— Você está fazendo isso de propósito. — Cynthia o fuzilou com o olhar. — Quem foi que disse que você era frio? Eles deveriam ver você agora. Onde está a frieza?
Anselmo recompôs sua expressão, com um tom mais sério nos olhos.

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