No dia seguinte, assim que Cynthia chegou à empresa, sentiu um olhar de reprovação.
Lisa fez um bico.
— Por que você não atendeu meu telefonema ontem à noite? Você prometeu me contar os detalhes do seu romance. Eu estava esperando ouvir uma versão da vida real de "O Presidente autoritário se apaixona por mim".
Cynthia sorriu.
— Hoje à noite, com certeza.
— Hmph. — Lisa fingiu estar brava e olhou para ela. — Confesse, o que você estava fazendo quando eu te liguei ontem à noite? Estava fazendo algo... impróprio... com seu marido?
Ela acertou em cheio.
Cynthia mordeu o lábio e não disse nada.
Para sua surpresa, assim que Lisa terminou de falar, Gerson passou pela mesa delas.
Cynthia ficou extremamente constrangida.
Será que Gerson tinha ouvido o que Lisa acabara de dizer?
Gerson não demonstrou nenhuma expressão, nem mesmo olhou na direção delas, passando direto para seu escritório.
Ao ver Gerson passar, Lisa instintivamente cobriu a boca com a mão.
Quando Gerson entrou no escritório, Lisa, com uma expressão de quem cometeu um grande erro, juntou as mãos em um gesto de súplica e pediu desculpas a Cynthia com um ar de coitada.
— Meu Deus! Me desculpe, Cynthia. Nunca mais serei tão boca aberta. Buááá, o Sr. Soares com certeza ouviu. Aaaah, eu sou uma pecadora!
Cynthia suspirou, impotente.
— Você deveria ter um zíper na boca.
Berta chegou à sua mesa e pendurou a bolsa na cadeira.
— O que vocês duas estão cochichando aí?
Lisa: — Nem pergunte, foi tão embaraçoso. Eu falei besteira agora há pouco, buááá...
Berta olhou para ela, divertida.
— O que você disse?
Lisa fez uma cara de coitada.
— Me poupe, se você continuar perguntando, minha amizade com a Cynthia vai acabar.
— Então me conta por mensagem privada. — Berta piscou para ela.

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