Dito isso, Carolina desligou o telefone.
Nesse momento, o ônibus que Yadson esperava parou lentamente no ponto.
As pessoas começaram a embarcar.
Yadson hesitou por alguns segundos, depois se virou e se afastou do ponto de ônibus.
...
Cynthia esperou por mais de uma hora, mas Yadson não apareceu.
Ela enviou uma mensagem.
[Onde você está?]
Yadson não respondeu.
Cynthia franziu a testa.
Ela havia chamado Yadson hoje para esclarecer as coisas pessoalmente.
Afinal, eles namoraram de verdade por dois anos, e durante esse tempo, ela foi sincera com ele.
Agora que sua mãe estava gravemente doente e precisava de dinheiro, ela não queria mais seguir o plano original de ir para Horizonte Azul em silêncio. Ela decidiu que era melhor confrontar Yadson cara a cara, explicar a situação e pedir um empréstimo.
Ela devolveria o dinheiro no futuro.
Esperava que ele pudesse ajudá-la.
Se Yadson concordasse, ela estaria disposta a perdoá-lo por tê-la enganado, terminar pacificamente, deixando-o com Carolina. A partir de então, eles seriam apenas credor e devedora, sem mais envolvimento emocional.
Cynthia esperou no hospital por um longo tempo.
Até a noite, Yadson não apareceu.
Ele não só não apareceu, como também não atendeu ao telefone nem respondeu ao WhatsApp.
Cynthia não ligou mais.
Ela ficou no hospital até a mãe adormecer e só então voltou para a universidade.
Assim que chegou ao prédio do dormitório feminino, Yadson respondeu.
Eram duas fotos.
A primeira era dele, sentado ao lado de uma cama, massageando a barriga de alguém.
Pelo ângulo da foto, foi tirada pela pessoa que estava deitada.
A pessoa deitada usava as mesmas roupas que Carolina vestia hoje.
No instante em que viu a foto, Cynthia entendeu tudo. Yadson tinha ido para a casa de Carolina.
Uma rajada de vento soprou, fazendo as folhas das árvores sussurrarem.
A previsão do tempo dizia que a temperatura cairia naquela noite.
Cynthia ajeitou o cachecol que usava. Ela mesma o havia tricotado no ano anterior.
Na época, ela fez dois, um para cada um. O dela era vinho, e o de Yadson, cinza escuro.
Só que ela nunca o viu usar aquele cachecol.
Na verdade, todos os sinais estavam lá.
Talvez Yadson nunca a tenha amado de verdade.
No final, Cynthia não respondeu nada e entrou no prédio do dormitório.
Naquela noite, Cynthia discou o número que já sabia de cor.
— Anselmo, eu pensei bem. Eu aceito me casar com você. Espero que cumpra sua promessa.
A voz do homem, como sempre, era fria.
— Certo. Amanhã, pedirei ao motorista para te buscar. Primeiro, iremos ao Cartório de Registro Civil.
— Certo.

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