Enquanto chorava, Cynthia sentiu o corpo da mãe tremer levemente.
— Mãe, o que foi? — Cynthia se afastou rapidamente do abraço da mãe.
O rosto de Daniela estava ainda mais pálido do que antes. Suas sobrancelhas estavam franzidas, e ela mordia o lábio inferior, com uma expressão de dor, como se estivesse se esforçando ao máximo para suportar.
O coração de Cynthia se apertou, e ela rapidamente enxugou as lágrimas.
— Mãe, vou chamar o médico.
Cynthia correu para chamar o médico.
Logo, o médico chegou e se inteirou da situação.
Daniela havia sofrido uma piora devido à agitação emocional e ao estresse acumulado.
O médico recomendou que se evitasse ao máximo situações de forte emoção.
Com a piora súbita e a dor intensa, o médico aplicou um analgésico em Daniela, iniciou um tratamento com aparelhos específicos e realizou mais alguns exames antes de sair.
Isso custou mais algumas dezenas de milhares de reais.
Cynthia juntou todo o dinheiro que tinha, mas ainda não era suficiente. Daniela pegou parte de suas economias para pagar as despesas médicas.
Depois de pagar, as economias de Daniela estavam quase no fim.
Cynthia foi consultar o médico sobre os custos futuros do tratamento e, fazendo um cálculo aproximado, percebeu que o dinheiro que a mãe tinha só daria para mais um mês.
Se não conseguisse mais dinheiro depois de um mês, o tratamento de sua mãe teria que ser interrompido.
E isso era apenas o custo do tratamento no Hospital do Porto do Sopro Solar. Se fossem para Horizonte Azul, os custos seriam ainda maiores, e aquele dinheiro não duraria nem um mês.
Ela precisava arranjar dinheiro imediatamente, ou seria tarde demais quando as economias acabassem.
No caminho de volta para o quarto, após a consulta, Cynthia estava desanimada e distraída.
Seu celular vibrou de repente. Ela o pegou e viu que era Yadson quem ligava.
Ela franziu a testa, um traço de repulsa em seus olhos.
Foi por causa da infidelidade de Yadson que Carolina apareceu.
Se não fosse pela confusão que Carolina causou, a condição de sua mãe não teria piorado subitamente.
O culpado principal era Yadson.
Cynthia atendeu a ligação.
Yadson usou seu tom carinhoso de sempre.
— Amor, onde você está? Por que não me atende?
Cynthia forçou um sorriso frio e irônico.
Assim que chegou ao ponto de ônibus, seu celular tocou.
Era Carolina.
Yadson atendeu.
— Alô, Carolina.
A voz manhosa de Carolina soou ao telefone:
— Yadson, estou com cólica, minha barriga dói muito. Você pode vir cuidar de mim?
Yadson hesitou.
— Já tomou medicamentos? Ainda tem bolsa térmica em casa?
Carolina disse, com voz chorosa:
— Água quente não adianta, e a bolsa térmica acabou. Você pode comprar uma e trazer para mim? Dói tanto que mal consigo andar. Estou deitada na cama sentindo que vou morrer.
Yadson hesitou por um momento e a acalmou com uma voz gentil:
— Querida, estou com um compromisso agora. Você pode me esperar por duas horas? Assim que eu terminar, vou correndo te ver.
— Hmph! O que pode ser mais importante do que eu? — Carolina disse, irritada. — Te dou meia hora. Se eu não te ver em meia hora, nunca mais falo com você!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Três Anos Desperdiçados em Troca da Verdadeira Felicidade