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Pelo resto da manhã, Renata ficou na cafeteria, concentrada lendo os materiais do projeto.-
No almoço, pediu uma refeição rápida.
Só às três da tarde, ela arrumou as coisas e foi para casa.
No caminho, ela ligou para uma amiga advogada, pedindo que fizesse um contrato de partilha de bens.
— Sem problema. Com base no que você me disse, você tem direito a esses bens. Vou redigir e te entrego daqui a pouco.
Renata sorriu, subindo os degraus da casa e indo em direção à porta: — Certo, obrigada.
— De nada, se for rápido, eu te entrego hoje à noite mesmo.
Era perfeito. Wilson chegaria, e ela já aproveitaria para ele assinar.
— Obrigada pelo trabalho.
Desligou a ligação.
Renata abaixou a cabeça para responder a uma mensagem de trabalho. A outra parte era o assistente de Cristiano Jardim, explicando os detalhes da reunião do dia seguinte ao meio-dia.
Neste momento, um estrondo ecoou de repente dentro da casa!
Renata tomou um susto, sem saber o que Sabrina estava aprontando dessa vez.
Alguns dias atrás, ela se meteu em problemas. Com medo de que a velha a perturbasse, Wilson a trouxe para cá, com a desculpa de deixá-la cuidar dela.
O que era engraçado?
É que ela realmente cuidou dela. Agora pensando, dava um nojo completo!
Com o rosto fechado, Renata enfiou o celular na bolsa, subiu os degraus a passos largos e abriu a porta.
De cara, ela viu sua pintura a óleo, que levou um mês e meio para pintar, caída no chão, totalmente destroçada!
E a culpada, Sabrina, deu um sorriso astuto, recuou fragilmente para o lado, soltou um ah e gritou inocentemente.
— Como essa pintura caiu de repente!
Renata trincou os dentes, olhando para o seu quadro e depois para Sabrina, que se deliciava com a desgraça alheia. Seus olhos ficaram vermelhos de tanta raiva.
— Sabrina Silveira!
Ela andou apressadamente até lá.
Só que ela não esperava que houvesse água no chão.
Ela não viu, escorregou e caiu de forma desajeitada no chão.
O tornozelo e o cotovelo doeram e arderam na hora.
— Cunhada, como você é descuidada?
Sabrina se aproximou fingindo preocupação, piscando os olhos: — Vou te ajudar a levantar.


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