Neste exato momento.
A voz sentida de Sabrina soou repentinamente no andar de baixo: — Irmão, minha mão está doendo, passa mais um pouco de remédio para mim...
Wilson, como se tomasse um choque, recolheu a mão na hora, como se ser um pouco lento ofendesse Sabrina.
Renata observou e riu com deboche: — A mão dela não está doendo? Vá lá para baixo.
Wilson ficou com vergonha no rosto, talvez também com a consciência pesada, e sua atitude melhorou bastante.
— Então vá descansar cedo, amanhã vamos juntos para a empresa.
— Sim.
Renata respondeu qualquer coisa e virou as costas. Depois que ele saiu, ela abriu o contrato de partilha de bens.
Dez bilhões em bens estavam em suas mãos.
Agora era só esperar até depois da exposição de design, em três dias, e ir embora daqui de vez.
Apenas...
Era uma pena a sua sinceridade e carinho desses últimos três anos.
Ouvindo a voz do homem lá embaixo se preocupando meticulosamente com Sabrina.
A garganta de Renata embargou; ela segurou o contrato com força, seus dedos ficando brancos.
Só depois de um bom tempo, soltou a mão que já doía de tanto apertar, guardou o contrato na gaveta e fechou com cuidado.
Era um lugar muito fácil de ser descoberto, mas ela não se importava mais.
Se ele descobrisse, descobriu.
Depois de fazer tudo isso.
Ela soltou o ar e foi para o closet arrumar as coisas.
Arrumando um pouco por dia, em três dias estaria quase tudo arrumado.
Mas, ao ver as joias guardadas no armário de vidro.
Ela não conseguiu evitar e seus olhos ficaram vermelhos.
Essas joias foram todas dadas por Wilson nos últimos três anos, no Dia dos Namorados, no Dia de São Valentim Chinês...
Na época, seu coração batia forte. Com medo de que quebrassem e com pena de usar, guardou-as uma por uma.
Olhando agora, era realmente irônico.
Ele inventava que estava ocupado com o trabalho, não podia ficar com ela, e dava algumas joias para enrolá-la. Na verdade, estava indo ficar com Sabrina.
E ela, feito uma boba, foi realmente enganada em todas as vezes.
Trazendo os pensamentos de volta.
Renata olhou para a fileira de joias no armário de vidro. Ela pegou o celular e entrou em contato com o dono de uma loja de artigos de luxo de segunda mão para vendê-las.
O dono ficou surpreso: [Senhorita Renata, essas joias são todas muito valiosas e parecem muito novas. A senhora tem certeza de que quer vendê-las? É uma pena.]



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