— Você já é casada, por que veio agendar o registro? Não sabe que bigamia é crime!
— Hã? Meu namorado e eu nunca nos registramos, hoje é a minha primeira vez agendando...
— Chega de dar desculpas, olhe bem para isso!
...
Renata segurava a certidão de casamento eletrônica impressa pelo funcionário, saindo do cartório atordoada.
Havia pessoas passando ao redor, mas ela não conseguia ouvir nada.
Abaixou a cabeça, olhando confusa para o documento em suas mãos.
A mulher, pela aparência, era de fato ela mesma.
E o homem... Na foto, o homem tinha um rosto severo, nariz alto, um sorriso leve nos lábios finos, e olhos negros frios, encarando a câmera, afiado e astuto.
Nome: Cristiano Jardim.
Renata vasculhou a mente, mas não conseguiu se lembrar de conhecer um homem assim.
— O que está acontecendo! Quando foi que eu me casei?
Renata achou aquilo absurdo.
Ela e seu namorado, Wilson Lopes, namoravam há três anos.
Estavam se preparando para casar recentemente.
Ela veio ao cartório hoje justamente para agendar o registro no Dia dos Namorados.
Como as coisas acabaram...
Renata mordeu o lábio, em pânico.
Depois de muito pensar.
Ela guardou o documento na bolsa, desceu os degraus a passos largos e parou um carro na beira da rua.
— Motorista, para o Grupo Lopes.
Sendo um assunto tão importante, ela tinha que falar com Wilson.
Ele era poderoso e influente, com certeza daria um jeito.
— Certo. — O motorista concordou.
No caminho, o rádio do carro tocava notícias de entretenimento: — O CEO do Grupo Jardim de Sulina, Cristiano Jardim, veio para o Setor Norte! Dizem que ele vai negociar uma parceria com o Grupo Lopes...
Renata estava distraída e não absorveu uma única palavra.
...
Meia hora depois, Grupo Lopes.
Renata segurava o papel impresso, chegando ofegante ao escritório do presidente.
Ela empurrou a porta.
Olhou para o homem ocupado sentado na cadeira.

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