Isso é que foi o maior golpe para Camila. Ela ficaria traumatizada!
No quarto do hospital.
Com a orelha direita coberta por curativos, Camila chorava no colo da mãe:
— Mãe! Além de apanhar... fui xingada na frente de todo mundo! Disseram que eu fiz tudo porque estava com raiva! Falaram que eu planejei o sequestro da Vânia! Meu nome está na lama... Com que cara vou continuar vivendo?!
Mãe e filha choravam juntas. Dona Lacerda olhava feio para José:
— Diretor José! A culpa do que aconteceu hoje é sua!
José ficou branco. — Dona Lacerda, eu...
— Você sabe muito bem o quanto a Camila gosta de você! Ela ficou ao seu lado na sua pior fase. Sabia que você era casado e nunca exigiu nada. Sempre esteve com você às escondidas, além de pedir ao pai para usar os recursos da nossa família Lacerda para ajudar você!
Ver a filha que ela mimava passar por algo assim era de partir o coração. Descontou tudo em José. — Camila fez de tudo por você... E o que você fez em troca? Você ficou enrolando ela enquanto não pedia o divórcio da sua esposa! O que a minha filha é para você? Um estepe? Um brinquedo? Acha que a filha da família Lacerda não tem quem queira ela?!
José abaixou a cabeça, sem reação. — Dona Lacerda, eu sei que a Camila é boa para mim...
Dona Lacerda gritou: — De que adianta saber?! Você continuou fazendo as coisas do seu jeito! Nunca pensou na minha filha nem por um segundo! Se não fosse você, a Camila teria apanhado hoje?!
Camila continuava a chorar. — Mãe... Não culpa o José... Eu aceito... Não é culpa dele...
Dona Lacerda disse, irritada: — Menina boba. Olha como te trataram e você ainda o defende!
José ficou de cabeça baixa, fechando os punhos de raiva.

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