Esse olhar fez Vânia se assustar, suando frio nas costas.
Mas ela logo se lembrou de que usava uma máscara e relaxou gradualmente seus órgãos apertados.
Sob o olhar de todos, João carregou Talita e deixou o salão de banquetes.
— Vânia, o baile vai começar daqui a pouco, vamos nos preparar. — Os olhos de Sandro estavam gentis. Ele dobrou o braço, gesticulando para que ela o segurasse.
Vânia ficou realmente em pânico com o olhar de João. Ela não tinha certeza se foi coincidência ou se ele a reconheceu, então balançou a cabeça rapidamente:
— Deixa para lá, eu não sei dançar. Tenho medo de te atrasar e de fazer com que riam do Sr. Dourado também.
Ela era assim. Sempre refletia sobre si mesma, sempre pensava nos outros e sempre temia se tornar um fardo para alguém.
— Não tenha medo, eu também não danço bem.
Sandro sorriu, levantou a mão grande e afagou carinhosamente o topo de sua cabeça macia. — Mas eu sei um pouco, posso te guiar.
João, inexpressivo, carregou Talita até o estacionamento VIP.
Ivan abriu respeitosamente a porta do carro. Ele se curvou para colocar a pessoa lá dentro e instruiu com frieza:
— Leve a Srta. Queroz ao hospital primeiro para ver a lesão no tornozelo e depois mande-a de volta em segurança.
Era evidente que Ivan não gostou do trabalho, mas não teve escolha a não ser aceitar com uma cara emburrada:
— Sim, diretor Freitas.
— Hein? João, você não vai comigo? — Talita perguntou, ansiosa.
O homem mantinha um olhar frio. — Não. Ainda há convidados me esperando no salão. Tenho assuntos importantes para tratar com eles.

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