Januário guardou a injeção e se recostou.
— O que a Vânia queria que fizesse perto da senhora? Que evidências tem contra a senhora?
— Eu... Sou apenas um motorista. Não tenho tantas habilidades. A jovem senhora apenas pediu para eu vigiar as conversas de vocês e repassar alguma pista importante pela Dona Marina... Foi só isso.
Januário era esperto. Num olhar, viu que Haroldo ainda estava escondendo algo. Ele apertou os olhos, perigoso:
— Só isso? Se esconder algo, não só vou espetar a agulha nela, como também te darei um bônus de graça.
Haroldo baixou a cabeça com remorso e dor.
— A jovem senhora... perguntou se a senhora tinha outros imóveis. Ela queria achar... O Livro Negro.
Ele omitiu a doença de Joaquim e as gravações das câmeras de segurança.
Pensou que falar sobre O Livro Negro daria espaço para as coisas se resolverem, pois a jovem senhora ainda não o tinha.
Mas se contasse sobre as câmeras e o presidente Joaquim, a jovem senhora estaria morta!
Jade e Januário iriam tentar matar a jovem senhora no mesmo minuto. A jovem senhora era cega, e Dona Marina era apenas uma senhora comum. Como elas poderiam combater esse casal psicopata sem coração?
E assim, Januário apertou os olhos e pareceu satisfeito com as respostas.
Colocou as mãos nos bolsos, se levantou, e ficou na frente de Haroldo com seus dois guarda-costas nas costas:
— Se quiser manter a sua vida miserável, leve os acontecimentos desta noite para o túmulo. Continue com Vânia. Não deixe nenhuma brecha.
— Sim... Sim...
Antes que terminasse, Januário de repente foi cruel. Agarrando o cabelo de Haroldo, empurrou com força sua cabeça contra a parede.
Haroldo gritou.
— Cachorro vira-lata. Teve a coragem de trair a senhora. Acha que sua vida é longa demais? — Januário cuspiu nele, levando as pessoas para fora do quarto.

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