Ele não resistiu e mirou à janela de porta. O João Freitas, com a cara fechada, fechou a porta bruscamente.
— Como está a Srta. Viana? — O Victor Dourado pressentiu que algo estranho se passava e emitiu uma tosse para abafar o vermelho que crescia em seu rosto.
— O efeito é forte. Esse seu remédio funciona? — João Freitas tinha uma fisionomia gelada e uma voz seca.
— Hã, não faço ideia. Como não a levou para o hospital para uma lavagem gástrica, isso terá que servir.
Victor apertou os lábios, murmurando: — O senhor não a... tocou? Remédio tem parte tóxica. O mais aconselhado é transar...
— Tá querendo que eu lhe dê uma aliviada sendo um consolo?
O homem deu um pulo em seu peito, adotando um tom de voz duro: — Você está doente ou é minha loucura.
Victor brilhou os seus olhos ao pensar que o Sr. Poderoso tinha grande firmeza.
Uma bela fêmea perdida em tentação e emoção, mas ele conseguiu segurar tal tentação até onde conseguiu.
Porra, maluco casca grossa.
Não era por acaso que o grupo Freitas estivesse crescendo. Pessoas de auto-controlo tão grande ascenderiam à imortalidade.
— Mantenha-a sã e salva. — O João Freitas inspirou fundo e murmurou.
O Victor desdenhou e ridicularizou-o: — Se calhar não consigo tratar dela, aí, o que o diretor Freitas irá fazer? Perturbar no hospital?
Ele levantou o lado do seu lábio: — Não, acabarei com os investimentos dos vossos hospitais e te demitirei.
Victor franziu os dentes: — Porra, covarde e estúpido!
Ele vinha da família Dourado e possuía uma perícia excepcional, como é que não arranjaria o seu ofício.
Mas a ala de cardiologia e cirurgia do Hospital Geral de Alvorada estava em primeiríssimo nível em todo o país! Não haverá sítio onde ficar a não ser esse em toda Alvorada Central.

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