De repente, Vânia Viana sentiu como se seu corpo tivesse sido jogado em um porão de gelo, e o vento frio passava por seu coração perfurado, fazendo-a estremecer instintivamente.
A voz baixa e insensível do homem bateu em seus tímpanos como o martelo de um juiz no tribunal três anos atrás.
O peito de Vânia ficou vazio, preenchido por uma decepção fria.
Ela já deveria saber que João Freitas se uniria à família Freitas contra ela e que não mostraria misericórdia nem qualquer favoritismo.
Ela não deveria ter criado esperanças.
No entanto, a proteção de João diante do túmulo de sua filha, e aquela noite no corredor escuro da família Freitas, quando ele a pressionou, abraçando sua cintura trêmula para beijá-la, a maré de emoção em seus olhos, o beijo feroz e persistente...
Tudo isso lhe deu uma falsa impressão.
Ela acreditou erroneamente que, em meio ao ódio desesperado, ele havia resgatado um pequeno sentimento por ela.
Ela nem sequer se atrevia a chamar de paixão, apenas de uma simpatia gerada por hesitação e pena.
Mas, neste momento, ela entendeu perfeitamente.
Se o céu tivesse sentimentos, envelheceria, então como João poderia ter pena dela?
Ela era uma palhaça, criando fantasias.
— Dona Laura, você não está sendo muito cruel com minha esposa?! Pessoas que estiveram na prisão não têm dignidade?! — José Domingos gritou com os olhos vermelhos.
— Eu sou cruel? Já fui bastante misericordiosa!
Laura Rodrigues gritou de volta: — Eu só mandei ela se ajoelhar e bater a cabeça no chão. Se eu fosse cruel, a comeria viva e faria ela morrer sem saber como!
— Laura, estamos em um hospital, pare de gritar. — O Sr. Pedro Freitas repreendeu em voz baixa, reprimindo a raiva no olhar.
— Como diz o ditado, marido e mulher são um só. O diretor José quer proteger sua amada, todos nós compreendemos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Traída pelo Marido e pela Melhor Amiga: De Volta para Se Vingar na Elite