Marcelo Dourado acenou com as mãos: — A sua mãe está ótima. Agora está cheia de energia, forte o bastante para arrancar uma árvore pela raiz.
Sandro: — ...
Ele parecia ter entendido por que o seu pai teve tanta pressa para lhe passar as tarefas e as posses no Grupo Dourado.
Trabalhar como as mãos em cima significava ficar carregado. O repouso era ótimo, mas criava falatório.
— Falando de você. Você não parece normal.
Marcelo sentou com o corpo na cadeira ao lado dele, as feições revelando com clareza o seu reflexo em Sandro. Os ombros e tudo mais. A fase da vida de Marcelo era a atual de Sandro.
O rosto de Sandro caiu: — Não é nada.
Marcelo fechou um pouco os olhos, a sua feição desconfiada focada nele: — E então. O sentimento na sua vida já entrou em jogo? Encontrou uma menina para cuidar?
Uma parte do coração dele bateu, a boca apertando: — Pai. Como o senhor descobriu esse tipo de coisa, que eu não estava enfrentando um transtorno na empresa?
— No fundo eu confio de verdade em você. Sabe muito bem resolver os incômodos na empresa do grupo, não iria falhar e parar para se aborrecer assim. Como dizem as escrituras dos sábios e eu também repito.
Os cantos negros e brancos dos olhos de Marcelo faiscaram. Tocou o corpo imenso e pesado dele para animar: — Venha. Me diz isso, qual menina causou tanta tristeza e angústia assim?
Sandro tomou um gole de bebida, o pomo de adão se movendo: — Pai, eu realmente gosto de alguém. Eu gosto muito dela.
Marcelo tentou se controlar por fora, mas por dentro estava atirando canhões para comemorar:
— Ótimo, ótimo! O meu filho finalmente deu flor na árvore de ferro. A minha família Dourado finalmente terá alguém para seguir com a linhagem! Não importa quem seja a moça de qual família, isso é motivo de celebração!

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