Estrela franziu de brincadeira as sobrancelhas bonitas: — O Grupo Dourado fica no sul, o hospital fica no norte. Estão nos dois cantos da cidade, é muito no meio do caminho para o diretor Dourado~
Sandro apertou os lábios, sentindo o rosto esquentar.
Um líder de negócios e herdeiro sendo provocado por uma garota, não soube onde se esconder.
Vânia sorriu balançando a cabeça: — Estrela, o Sr. Dourado veio com boa intenção, não diga isso.
Estrela mostrou a língua. Seus olhos espertos saltavam entre os dois, lamentando não ser uma aranha para enrolá-los em teias para nunca mais soltar.
Dona Marina pegou rápido uma cadeira para que Sandro se sentasse e depois lhe serviu um copo de água morna.
Sandro pegou, agradeceu e bebeu de forma elegante, sendo alguém muito fácil de lidar.
Dona Marina sorria sem fechar a boca, com uma cara de sogra que olhava para o genro e gostava mais a cada momento.
Os três conversaram por um tempo. Enquanto a enfermeira trocava os curativos de Estrela, Sandro chamou Vânia para fora e os dois sentaram juntos nos bancos do corredor.
— Vânia, você ficou bem nesses últimos dias? — O homem virou a cabeça e olhou para o rosto claro dela. Sua voz soava calma.
Os lábios de Vânia se curvaram de leve: — Eu fiquei ótima.
— Na noite em que você foi no Cemitério Santo Antônio da Paz... — Sandro falou metade, seus cílios tremeram, e a outra metade engasgou no fundo da garganta.
— Eu queria te perguntar a mesma coisa, Sr. Dourado.
Vânia virou o seu rosto liso como jade, confusa: — O que aconteceu naquela noite? Foi você que me levou para o hospital?
Um silêncio muito longo invadiu a cena por poucos segundos.
— Não.
Sandro apertou as mãos em cima dos joelhos: — Foi o João.
Ele não queria contar isso a ela.

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