Embora fosse esperado, um toque de satisfação há muito esquecido ainda apareceu nos cantos dos olhos de Vânia.
— E o bebê dela, sobreviveu?
— Aquela desgraçada tem o corpo duro, apanhou feito um cão e o bebê ainda escapou.
Estrela soltou um suspiro indignado: — Ela não abortou, ele ainda não a pressionou o suficiente. Durante esse tempo em que ela esteve se recuperando no hospital, o marido não a visitou nenhuma vez. Além disso, imagino que, no hospital, o tal do Kay também não ousaria bater. Tudo só poderá ser resolvido depois que a Helena tiver alta.
— Para ser espancada assim, o mais provável é que Kay tenha pedido dinheiro e Helena resistiu até o fim para não dar.
Vânia fechou levemente as pálpebras, com um olhar indecifrável: — Parece que ela realmente quer guardar esse dinheiro para criar a criança.
— Quer dinheiro e quer a criança, mas não se enxerga no espelho para ver se merece ser mãe!
Estrela tinha uma natureza que distinguia perfeitamente o amor e o ódio; ela era implacável com os maus e não cederia só porque a outra parte estava grávida. — Quando ela estava com a criança na barriga e segurando aquele dinheiro imaginando o futuro, pensou em como te fez mal na prisão? Pensou na dor terrível que você, Vânia, está suportando?
Por que a criança dela pode crescer em paz, enquanto o seu bebê não sobrou nem os ossos?!
Vânia fechou os olhos vermelhos, respirou fundo várias vezes com força para conter a dor lancinante e abriu os lábios com a voz rouca:
— Estrela, ajude-me a ficar de olho no caso da Helena. Lembre-se de me avisar quando ela sair do hospital.
— Uhum, pode deixar!
— E você já foi repórter-chefe antes, deve ter bastante experiência com investigações secretas. Eu queria pedir que você desse um pulo no Museu de Alvorada Central.

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