— O que foi? — Sandro suspirou de alívio e perguntou com voz suave.
Vânia olhou para ele com cautela. — Sr. Dourado, eu não te causei problemas agora há pouco, causei?
Sandro sorriu de forma acolhedora. — Você está preocupada comigo?
Ela assentiu seriamente. — Claro, você é meu salvador. A minha gratidão não tem fim, não quero ser um fardo para você.
Tarde demais.
Você já se tornou um problema para mim.
Sandro suspirou internamente, mas não demonstrou nenhum incômodo. Pelo contrário, parecia totalmente relaxado:
— Fique tranquila. Mesmo que seja o maior problema do mundo, eu dou conta.
Vânia respirou fundo, com uma expressão solene. — Sr. Dourado, aquele homem... eu gostaria de vê-lo agora. É possível?
Sandro assentiu. — Tudo bem, eu te acompanho.
Mais de meia hora depois —
Vânia seguiu Sandro até o complexo comercial do Grupo Dourado, recém-construído na Zona Leste e ainda não inaugurado.
O homem estava amarrado a uma cadeira, vigiado por dois seguranças.
— Sr. Dourado, já terminei de checar a ficha desse cara. O nome dele é Marlon Guerra, cinquenta anos. É ex-militar e depois foi trabalhar em uma montadora de carros.
O secretário Cesar, em pé atrás de Sandro, relatou os resultados da investigação. — No ano passado, a esposa dele faleceu de depressão profunda. A filha dele, Natália Guerra, há três anos...
— Há três anos, Natália Guerra morreu no incêndio do departamento de pesquisa do Grupo Domingos.
Um gosto de sangue invadiu a garganta de Vânia, e ela forçou os lábios a se abrirem com dificuldade. — Quando morreu... a filha dele ainda não tinha completado vinte e quatro anos.
Ao ouvir isso, uma sombra cobriu o rosto de Sandro.
— Vânia Viana... cale a sua boca! Você não tem o direito de falar o nome da minha filha!

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