Sem esperar por uma resposta, Vânia Viana desligou o telefone na cara dela.
Camila Lacerda estava quase cuspindo sangue de tanta raiva!
Como o seu pai e José Domingos estavam em casa, ela não podia demonstrar a raiva nem dar chilique. Só restava ficar parada no corredor, socando a parede.
Crack. Uma das unhas recém-feitas quebrou, e sangue escorreu pela cutícula. A dor a fez bater o pé com força.
— Sua cega maldita! Quem disse que a família Lacerda não aguenta jogar? Eu só preciso estalar os dedos para acabar com você!
Com um olhar sombrio, Camila Lacerda ligou para o seu estepe de luxo.
— Camila! Por que decidiu me ligar assim de repente?
A voz de Marcos Oliveira transbordava alegria, feito um cachorrinho que finalmente ganha a atenção da dona.
— Não posso mais te ligar? Então vou desligar... — Camila Lacerda fingiu tristeza na voz.
— Não! Espera! Camila, deixa eu escutar mais a sua voz!
Marcos Oliveira soava desesperado, quase chorando, com uma obsessão beirando a doença. — Eu senti tanta, tanta falta sua. Não desliga, por favor, eu te imploro...
— Marcos, você está livre hoje à noite?
Camila Lacerda mordeu levemente o lábio inferior, adotando uma voz doce e sedutora. — Queria me encontrar com você. Preciso te contar umas coisas.
...
Por volta da meia-noite, no Resort de Águas Termais do Lago Sul, em Alvorada Central.
O lugar era uma propriedade privada da família Oliveira. Marcos Oliveira ocupava permanentemente uma das suítes presidenciais ali, usada exclusivamente para proporcionar lazer e conforto para Camila Lacerda.
Mas esta noite, os sons obscenos ecoavam pela suíte. A água da piscina termal balançava intensamente, enquanto as sombras dos dois se sobrepunham na parede.

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