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Surpresa! O Bonitão que Eu Mantinha era O Príncipe Herdeiro! romance Capítulo 1102

Havia uma imponente romãzeira no centro do jardim.

E era exatamente sob a sombra de seus galhos que Fábio estava parado.

Ele encarava os frutos pendurados nas folhas, completamente absorto em pensamentos.

Ada se aproximou, quebrando o silêncio com um tom neutro: — Fábio.

Fábio se virou lentamente, deixando o olhar repousar sobre Ada.

Ela vestia um longo vestido branco, e seus cabelos caíam soltos em ondas suaves.

Aquele visual delicado o remeteu instantaneamente aos dias brilhantes da juventude dela.

— Você está muito bonita hoje, Ada — disse ele, a voz carregada de melancolia.

A resposta dela veio vazia de qualquer afeto: — Obrigada.

— Olhar para esta romãzeira me fez lembrar da época em que você estudava balé no ensino médio. Você precisava manter a forma, e a sua mãe e os professores controlavam sua alimentação de forma rigorosa. Às vezes, você morria de fome e pedia romãs. Você me dizia que romã não enchia a barriga, mas como precisava mastigar bastante, o movimento enganava o seu cérebro...

Ada também se lembrou daquele tempo.

Era Fábio quem descascava pacientemente cada romã para ela. Ele guardava os bagos vermelhos em um pote de vidro transparente, para que ela pudesse saborear um por um, aliviando a vontade de comer.

Encarando-o com absoluta frieza, ela indagou: — O que você quer me dizer?

Diante da apatia de Ada, Fábio baixou o olhar e deu um sorriso amargo. — Ada, se eu tivesse uma segunda chance, jamais teria deixado as coisas chegarem a esse ponto.

— Eu daria tudo para voltar no tempo. Queria poder sentar com aquele garoto inseguro, orgulhoso e difícil que eu era, e dar um conselho a ele. Dizer para não pegar o caminho errado, para não perder o amor da sua vida, para não transformar sua própria história num verdadeiro inferno apenas para viver de arrependimentos.

— Pare aí mesmo, Fábio — sibilou Ada, avançando em sua direção com os olhos faiscando de raiva. — Como você ousa ser tão covarde? Você é o pai dele! Por mais que eu odeie admitir isso, é assim que o Kenji enxerga você. Ele não é mais um bebê que não entende o que acontece ao redor. Ele sabe de tudo. E você quer simplesmente fugir, virar as costas sem assumir a sua responsabilidade? Você não teve nem a decência de se despedir dele!

Os punhos de Fábio se cerraram ao lado do corpo. — O que você quer que eu faça?

— Eu não dou a mínima para onde você vai. Mas, como pai, você tem o dever moral de assumir a responsabilidade por ele. Não me importa qual seja a sua decisão, você tem que dizer isso olhando nos olhos dele.

— Não precisa. Eu já escutei tudo.

Uma vozinha fria e cortante soou de cima deles.

Ada ergueu o rosto e viu Kenji parado na sacada do andar superior, não muito longe dali.

No mesmo instante, o rosto de Fábio se contorceu em uma expressão devastada.

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