Plínio merecia ser retalhado vivo.
Seu sorriso não alcançava os olhos:
— Nunca desfrutei da glória da família Mendes. A vergonha dela, portanto, não é minha.
— Certo.
Sebastião assentiu. Pegou a caneta. Sua assinatura foi firme, agressiva.
Plínio saiu satisfeito.
Sebastião fechou os olhos. Momentos depois, o guarda anunciou com autoridade:
— Sebastião, você está livre.
Levou um tempo até ele abrir os olhos. Levantou-se devagar e caminhou com passos mecânicos para fora dos portões.
*Pá! Pá! Pá!*
Fogos de artifício estouraram aos seus pés. Plínio corria, rindo:
— Irmão, é para espantar o azar!
Sebastião lançou-lhe um olhar de desprezo e focou no carro de luxo parado à frente. A porta se abriu. Vasco desceu e caminhou até ele.
— O senhor está livre.
Ouvir aquele tratamento agora fez Sebastião curvar os lábios num sorriso irônico:
— Vasco, se me odeia tanto, por que não me matou de uma vez?
Vasco permaneceu em silêncio. Benício desceu do carro, o olhar predador, carregado de escárnio:
— Às vezes, viver é mais doloroso que morrer. Sem sua coroa, quando todos pisam em você... ah, isso dói cem vezes mais que a prisão.
Essa era a intenção de Benício. Deixá-lo vivo para sofrer.
Sebastião assentiu:


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sr. Sebastião, Tarde Demais
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