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Sr. Sebastião, Tarde Demais romance Capítulo 369

Plínio merecia ser retalhado vivo.

Seu sorriso não alcançava os olhos:

— Nunca desfrutei da glória da família Mendes. A vergonha dela, portanto, não é minha.

— Certo.

Sebastião assentiu. Pegou a caneta. Sua assinatura foi firme, agressiva.

Plínio saiu satisfeito.

Sebastião fechou os olhos. Momentos depois, o guarda anunciou com autoridade:

— Sebastião, você está livre.

Levou um tempo até ele abrir os olhos. Levantou-se devagar e caminhou com passos mecânicos para fora dos portões.

*Pá! Pá! Pá!*

Fogos de artifício estouraram aos seus pés. Plínio corria, rindo:

— Irmão, é para espantar o azar!

Sebastião lançou-lhe um olhar de desprezo e focou no carro de luxo parado à frente. A porta se abriu. Vasco desceu e caminhou até ele.

— O senhor está livre.

Ouvir aquele tratamento agora fez Sebastião curvar os lábios num sorriso irônico:

— Vasco, se me odeia tanto, por que não me matou de uma vez?

Vasco permaneceu em silêncio. Benício desceu do carro, o olhar predador, carregado de escárnio:

— Às vezes, viver é mais doloroso que morrer. Sem sua coroa, quando todos pisam em você... ah, isso dói cem vezes mais que a prisão.

Essa era a intenção de Benício. Deixá-lo vivo para sofrer.

Sebastião assentiu:

Capítulo 369 1

Capítulo 369 2

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