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Sr. Sebastião, Tarde Demais romance Capítulo 284

Eliana soltou um bufo frio e respondeu:

— Ótimo, estarei esperando.

Ela deu as costas e saiu andando.

Luana deixou a bagagem na recepção do hotel e seguiu Eliana discretamente.

Eliana percebeu pelo canto do olho que estava sendo seguida e virou propositalmente em um beco.

Luana não era ingênua; não entrou direto.

Escondeu-se no canto de um centro comercial próximo.

Vendo que sua perseguidora não aparecia, Eliana saiu do beco, parou um táxi e partiu.

Luana ergueu a mão e também parou um carro.

O motorista perguntou:

— Para onde, senhora?

— Siga aquele carro preto na frente. Não o perca de vista.

O motorista era habilidoso, costurando pelo trânsito até manter uma distância segura do carro preto.

Luana discou o número de Stephen.

— Alô, ela acabou de te procurar.

Ao ouvir isso, a respiração de Stephen do outro lado da linha travou.

Após uma pausa, ele perguntou:

— O que ela disse?

Luana respondeu, os olhos fixos na estrada:

— Ela perguntou onde você estava. Parece que já sabe que nos encontramos.

Stephen sentiu um suor frio na testa, sua voz tremia levemente no final da frase:

— Ela tem muitos olhos por aí, todos pagos pelo Grupo Mendes.

Luana monitorava o carro à frente, com medo de perdê-lo.

— Parece que ela sequestrou o irmão. Estou seguindo-a. Se não quiser ser pego de surpresa, você precisa cooperar comigo.

— Diga o que precisa.

Stephen não tinha outra escolha a não ser ajudar Luana.

— Venha rápido, vou te mandar a localização.

Luana desligou e enviou o endereço para Stephen.

Ela acreditava que ele viria; ele suportara a loucura de Eliana por muito tempo e sabia que aquela mulher era capaz de qualquer atrocidade.

Para salvar a própria pele, Stephen viria.

Luana então discou para a polícia.

Falou em inglês por alguns instantes e encerrou a chamada.

O carro preto à frente subiu em um viaduto.

Luana ordenou ao motorista:

Luana sorriu com frieza:

— Relaxe, não vou te matar. Desde que você... se comporte.

Dizendo isso, ela rasgou tiras da própria manga e amarrou o motorista ao banco.

Em seguida, enfiou um maço de papel na boca dele.

— Assim que eu salvar a pessoa, eu te solto. E você receberá cada centavo prometido.

Luana desceu e trancou o carro.

Caminhou em direção ao armazém.

Sozinha, ela sabia que não podia invadir de frente.

Escondeu-se nas sombras, aguardando o momento certo.

Pouco depois, uma sombra negra cobriu Luana.

Ela arregalou os olhos e desferiu um soco potente no abdômen da figura.

O homem soltou um gemido de dor e caiu.

A luz do poste iluminou o rosto dele: era Stephen.

Ao ajudá-lo a levantar, Luana tapou a boca dele imediatamente.

A porta do armazém se abriu e um homem corpulento saiu, provavelmente atraído pelo gemido de Stephen.

Ele olhou ao redor, não viu nada suspeito, e voltou para dentro falando ao telefone.

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