Eliana soltou um bufo frio e respondeu:
— Ótimo, estarei esperando.
Ela deu as costas e saiu andando.
Luana deixou a bagagem na recepção do hotel e seguiu Eliana discretamente.
Eliana percebeu pelo canto do olho que estava sendo seguida e virou propositalmente em um beco.
Luana não era ingênua; não entrou direto.
Escondeu-se no canto de um centro comercial próximo.
Vendo que sua perseguidora não aparecia, Eliana saiu do beco, parou um táxi e partiu.
Luana ergueu a mão e também parou um carro.
O motorista perguntou:
— Para onde, senhora?
— Siga aquele carro preto na frente. Não o perca de vista.
O motorista era habilidoso, costurando pelo trânsito até manter uma distância segura do carro preto.
Luana discou o número de Stephen.
— Alô, ela acabou de te procurar.
Ao ouvir isso, a respiração de Stephen do outro lado da linha travou.
Após uma pausa, ele perguntou:
— O que ela disse?
Luana respondeu, os olhos fixos na estrada:
— Ela perguntou onde você estava. Parece que já sabe que nos encontramos.
Stephen sentiu um suor frio na testa, sua voz tremia levemente no final da frase:
— Ela tem muitos olhos por aí, todos pagos pelo Grupo Mendes.
Luana monitorava o carro à frente, com medo de perdê-lo.
— Parece que ela sequestrou o irmão. Estou seguindo-a. Se não quiser ser pego de surpresa, você precisa cooperar comigo.
— Diga o que precisa.
Stephen não tinha outra escolha a não ser ajudar Luana.
— Venha rápido, vou te mandar a localização.
Luana desligou e enviou o endereço para Stephen.
Ela acreditava que ele viria; ele suportara a loucura de Eliana por muito tempo e sabia que aquela mulher era capaz de qualquer atrocidade.
Para salvar a própria pele, Stephen viria.
Luana então discou para a polícia.
Falou em inglês por alguns instantes e encerrou a chamada.
O carro preto à frente subiu em um viaduto.
Luana ordenou ao motorista:
Luana sorriu com frieza:
— Relaxe, não vou te matar. Desde que você... se comporte.
Dizendo isso, ela rasgou tiras da própria manga e amarrou o motorista ao banco.
Em seguida, enfiou um maço de papel na boca dele.
— Assim que eu salvar a pessoa, eu te solto. E você receberá cada centavo prometido.
Luana desceu e trancou o carro.
Caminhou em direção ao armazém.
Sozinha, ela sabia que não podia invadir de frente.
Escondeu-se nas sombras, aguardando o momento certo.
Pouco depois, uma sombra negra cobriu Luana.
Ela arregalou os olhos e desferiu um soco potente no abdômen da figura.
O homem soltou um gemido de dor e caiu.
A luz do poste iluminou o rosto dele: era Stephen.
Ao ajudá-lo a levantar, Luana tapou a boca dele imediatamente.
A porta do armazém se abriu e um homem corpulento saiu, provavelmente atraído pelo gemido de Stephen.
Ele olhou ao redor, não viu nada suspeito, e voltou para dentro falando ao telefone.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Sr. Sebastião, Tarde Demais
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