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Sr. Sebastião, Tarde Demais romance Capítulo 283

Vendo que Eliana já sabia, Luana não se deu ao trabalho de esconder.

Ela admitiu abertamente:

— Seu namoradinho veio me ver sim. E não só isso, ele se vestiu como a Fernanda. Um homem daquele tamanho tentando se passar por uma mulher delicada como ela... percebi a farsa no primeiro olhar.

Ao ouvir as palavras de Luana, Eliana pareceu tensa.

Ela olhou ao redor, paranoica.

— Onde ele está agora?

Luana negou com a cabeça.

— Como eu vou saber? Ele só me disse que você matou a Fernanda e a Vanessa, que ele foi seu cúmplice e que agora está morrendo de arrependimento.

Luana falou com uma leveza calculada.

Mas cada palavra, cada sílaba, atingiu os nervos de Eliana como um raio.

O rosto dela ficou branco instantaneamente.

Ela gritou, histérica:

— Ele está mentindo! Falando besteira! A Fernanda e a Vanessa...

Eliana encontrou o olhar gélido de Luana e engoliu em seco.

Ainda assim, desafiou o perigo:

— Foi você quem as matou.

— Para onde você levou o Sebastião?

A pergunta repentina de Luana fez a testa de Eliana franzir violentamente.

— Não sei do que você está falando.

A testa franzida e a atitude evasiva de Eliana confirmaram as suspeitas de Luana.

Sebastião tinha sido levado por ela.

— Eliana, ele acabou de passar por uma cirurgia. Se você quer o bem dele, não deveria tê-lo movido.

— Você... quem é você para dizer que eu o levei? Tem provas?

Eliana se exaltou, questionando com ferocidade.

— Sua mulherzinha detestável, se não fosse por você, meu irmão não estaria ferido. Que direito você tem de gritar comigo?

Eliana desferiu uma série de insultos contra Luana, cada um mais venenoso que o outro.

Lembrar que Sebastião quase morreu deixava Eliana angustiada ao extremo.

— Você fala como se seu irmão fosse a última bolacha do pacote, como se ninguém pudesse viver sem ele.

— Se ele não é tudo isso, então por que você está atrás dele?

Eliana devolveu a pergunta.

Luana ficou sem resposta.

A risada de Eliana aumentou, soando como a de uma louca:

— Luana, você sempre amou meu irmão, não é? Um amor patético e sofrido.

— Para chamar a atenção dele, você não hesitou em forjar a própria morte, brincando de despedida eterna, querendo que o vazio ocupasse os pensamentos dele.

— Você se esforçou tanto, mas ele nunca te olhou de verdade. Não é triste, Luana?

— Você e o Stephen são farinha do mesmo saco. Nenhum dos dois presta.

— Nós não prestamos, mas você e seu irmão são santos, certo?

Luana estava tão irritada que mal conseguia articular as palavras.

O ódio que sentia por Eliana fazia seus dentes rangerem.

— Se eu confirmar que foi você quem matou a Fernanda e a Vanessa... Eliana, vamos acertar essa dívida, centavo por centavo.

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