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Sr. Sebastião, Tarde Demais romance Capítulo 281

— Claro, você adoraria que eu estivesse morta. Mas eu sou dura na queda, o diabo não me quis.

A princípio parecia perfeito, mas a rigidez na expressão facial de "Fernanda" e o tom exagerado levantaram as suspeitas de Luana.

Ela fingiu se aproximar amigavelmente, mas assim que chegou perto, estendeu a mão e agarrou o contorno do rosto da mulher.

— Ai!

Um som de rasgo ecoou.

Nas pontas dos dedos de Luana havia uma máscara de pele sintética.

E a "Fernanda" gritou, cobrindo o rosto com as mãos.

— Levante a cabeça.

Ordenou Luana.

Vendo que a pessoa hesitava, Luana ameaçou com fúria:

— Se a polícia chegar, você não escapa.

"Fernanda" virou-se para correr, mas Luana estava preparada.

Agarrou o colarinho dele.

O vestido retrô se abriu, revelando uma jaqueta preta por baixo.

"Fernanda" levantou a mão para dar um tapa em Luana, mas ela não permitiu.

Segurou o pulso do agressor e, com a outra mão, desferiu um tapa estalado no rosto dele.

— Paff!

Luana arrancou a peruca de "Fernanda".

A aparência real foi exposta.

As pupilas azuis, embora fossem lentes de contato, permitiram que Luana reconhecesse que era um homem mestiço.

Qual o objetivo de se vestir de Fernanda?

Luana levantou a perna e chutou a dobra do joelho do homem.

Ele gemeu e caiu de joelhos.

Luana pisou na mão dele, esmagando-a contra o chão, e disse com voz cruel:

— Fale. Quem é você? Qual a intenção de se passar por Fernanda e me mandar mensagens?

O homem fez uma careta de choro e se rendeu:

— Eu não sou Fernanda, sou homem! Buáá!

Ela não era cega.

Claro que sabia que ele era homem.

Luana aumentou a pressão do pé:

— Se não disser a verdade, não serei piedosa.

— Eu sou o Stephen.

Luana revirou os olhos.

Stephen continuou:

— Eu também morri.

Recebendo o olhar gélido de Luana, Stephen levantou as mãos em rendição:

— Tá bom, eu conto tudo. Mas você tem que me pagar um café.

Logo, Luana levou Stephen para uma cafeteria.

O ambiente tinha uma música suave e elegante.

Stephen tomou um gole de café, lambeu os lábios e disse:

— Eliana quase me matou. Eu forjei minha morte. A polícia está caçando a Eliana por toda parte agora. Aquela mulher é venenosa. Se eu não tivesse enganado ela, eu já seria um cadáver.

Ao falar de Eliana, Stephen demonstrava amor e ódio.

Ele amava o corpo sedutor de Eliana, a paixão ardente dela, mas odiava sua crueldade e frieza.

Stephen falou com os olhos marejados:

— Luana, ela sempre foi a vilã. Foi ela quem matou Vanessa. E Fernanda também. Ela fez você levar a culpa porque queria separar você e o Sebastião. Eliana é uma mulher doente. Ela sempre nutriu uma paixão obsessiva pelo próprio irmão, o Sebastião. É algo incestuoso e insano.

O dedo de Luana, que mexia o café, tremeu.

— O Sebastião sabe disso?

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