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Sr. Sebastião, Tarde Demais romance Capítulo 275

Sebastião roçou os lábios no rosto limpo de Luana.

Sua voz era rouca, queimando com desejo:

— Luana, está tentando me seduzir?

Luana, que já estava irritada, explodiu ao ser acusada.

— Não se dê tanta importância.

— Me solta.

Luana ergueu o pé e pisou com força no sapato de Sebastião.

Apesar da dor, ele não franziu um músculo.

Parecia até apreciar a agressividade.

— Tarado.

Xingou Luana, vendo a falta de vergonha na cara dele.

Ser xingado desagradou Sebastião.

Assim que ele afrouxou o aperto, Luana saltou para longe.

Como se ele fosse um lixo contagioso.

A repulsa no rosto dela foi uma agulha invisível no peito de Sebastião.

Uma dor fina e constante se espalhou por seus membros.

Não eram apenas os ossos que doíam.

Cada célula, cada fibra de seu corpo parecia gritar.

Até respirar doía.

— Por que sou tarado? — ele rebateu, cínico.

— Não te forcei, não te violei, não usei minha língua no seu banho.

— Onde está o tarado?

Luana jamais imaginou ouvir tais palavras da boca de Sebastião.

Era a personificação de um canalha elegante.

— Sebastião, tenha um pingo de dignidade!

Luana virou as costas e pegou o secador.

Quando terminou de secar o cabelo e se virou, viu Sebastião.

Ele havia desabotoado a camisa e estava deitado na cama.

Luana entrou em pânico.

Largou o secador, correu até ele e puxou sua manga.

— Levanta.

— Sai daqui.

Aquele homem pretendia se instalar ali.

Sua reação instintiva foi rejeitá-lo.

Sebastião deixou que ela o puxasse.

Com a força mínima dela, ele nem se moveu.

Luana cansou de puxar.

Vendo que ele continuava imóvel, ela ofegou, derrotada:

— Sebastião, você não pode dormir aqui.

— Vou pedir outro quarto para você.

Ela tentou se levantar.

Mas Sebastião a puxou casualmente.

Luana não esperava o movimento.

Luana ajeitou os cabelos úmidos.

As pontas ainda molhadas gotejavam, umedecendo sua roupa limpa.

— Você se guarda para ele como uma santa.

— E ele?

Sebastião soltou uma nuvem de fumaça, tentando aliviar a opressão no peito.

Ele abriu uma foto no celular e a colocou diante dos olhos de Luana.

— Veja.

— Veja o que ele está fazendo neste exato momento.

Luana baixou os olhos.

A imagem mostrava um ambiente escuro, de boate.

O homem estava sentado no bar, a gravata frouxa, cabelos desalinhados.

Atrás dele, vultos dançavam.

Braços femininos e finos envolviam sua cintura.

O homem segurava a cintura da mulher.

Eles se beijavam.

— O nome dela é Helena.

— Uma atriz de quinta categoria que o Sabrino está patrocinando.

— Foi você quem arranjou isso?

Perguntou Luana.

— O quê?

O coração de Sebastião falhou uma batida.

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