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Sr. Sebastião, Tarde Demais romance Capítulo 274

Luana achou que Sebastião não a esperaria.

Mas, ao sair do aeroporto, lá estava ele.

Parado na saída, alto e imponente.

Usava óculos escuros, exalando uma arrogância atraente.

O reflexo da multidão dançava em suas lentes, enquanto atraía os olhares femininos ao redor.

Ao ver Luana se aproximar, ele caminhou com suas pernas longas e sinalizou para um táxi.

Deu a volta, abriu o porta-malas e, sem perguntar, tomou a mala das mãos dela.

Jogou a bagagem no carro com um movimento brusco.

Luana tentou protestar, mas ele a segurou pela cintura.

Com a outra mão protegendo o teto do carro, indicou imperiosamente que ela entrasse.

Dez anos de amor não correspondido.

Dois anos de casamento.

Cinco anos de separação.

Em todo esse tempo, era a primeira vez que Sebastião a tratava com tal 'cavalheirismo'.

Era irônico.

Uma sensação estranha e distorcida.

Não eram namorados, nem marido e mulher.

Eram apenas chefe e subordinada.

Sebastião não precisava agir assim.

O carro cortou as ruas até chegar ao hotel.

Enquanto Luana ia à recepção para o check-in, o telefone de Sebastião tocou.

Luana virou-se para pedir o documento dele, mas ele já havia saído para atender.

Ela esperou.

Como ele demorava, ela discou o número dele.

Ocupado.

Tentou novamente após um minuto.

O mesmo resultado.

A recepcionista começou a demonstrar impaciência:

— Senhorita, vai querer o quarto? Só resta uma unidade disponível.

Luana não queria perambular pela cidade procurando outro hotel.

Decidiu registrar apenas com seu documento.

Pegou o cartão magnético e subiu.

Não era uma suíte presidencial, mas era confortável.

Ao abrir as persianas, Luana viu a vista noturna da rua comercial mais movimentada da Irlanda.

O céu era um manto negro cravejado de estrelas.

Abaixo, as luzes de neon formavam um rio de cores que refletia em seus olhos.

Luana entrou no banho.

O celular sobre a mesa vibrou insistentemente até a tela apagar.

Em seguida, batidas fortes soaram na porta.

Imaginou que Sebastião tivesse ido alugar outro quarto.

Porém, assim que se vestiu, ouviu a porta do quarto se abrir.

Era um funcionário do hotel, que olhou para Luana e disse:

— Srta. Luana, seu marido voltou.

— Obrigado.

Sebastião agradeceu ao funcionário, que saiu sorrindo.

Luana avançou para impedir a entrada de Sebastião.

Como se previsse o movimento, ele chutou a porta para fechar.

Com uma mão, agarrou o braço de Luana.

Com a outra, apertou sua cintura e a prensou contra a parede.

A força bruta masculina a impedia de escapar.

O peito dele esmagava o dela.

O coração de Luana acelerou sem controle.

O som das batidas do coração dele invadia seus ouvidos.

A atmosfera ficou perigosamente ambígua.

Ela cheirava a banho fresco.

O aroma de gardênia em seus cabelos embriagou Sebastião.

Ele enrolou uma mecha molhada nos dedos longos e a levou ao nariz.

Inalou profundamente.

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